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Ser mais produtivo e menos procrastinador

Marcelo Miranda

Opinião

 

Tenho visto cada vez mais gente comentando da dificuldade para lidar com a quantidade de informações que recebem a toda hora. São muitos estímulos, mensagens, comentários, e-mails, notícias e várias outras coisas. Assim como eu, muitas pessoas têm as notificações do celular desligadas. E eu aprendi a controlar meus ímpetos para evitar distrações.

 

Um dos motivos para fazer isso é controlar a procrastinação. Informação demais acaba levando à falta de foco. É tanta coisa passando pela cabeça, é tanto medo de ficar de fora, que bate a sensação de estarmos fazendo um mundo de coisas, mas, no fim das contas, não termos feito nada.

 

A procrastinação acontece com 95% das pessoas, segundo Piers Steel, autor de “A equação de deixar para depois”. Ou seja, é humano adiar tarefas, principalmente as desagradáveis, ou até deixar as decisões, das menos às mais importantes, para depois.

 

Vi uma pesquisa que constatou que a maior reclamação dos millennials é ter escolhas demais e, por isso, não conseguem decidir o que querem. Entre vários fatores, talvez seja possível relacionar procrastinação a esse dado, pois ela costuma estar presente no processo que exige ação e tomada de decisão.

 

Mas não decidir é um grande erro nosso. O desconforto de fazer escolhas duras, sem saber do resultado, faz parte do processo de conquista. Sem TBC (“tirar a bunda da cadeira”), sem mão na massa, a vida não flui.

 

Outro problema do excesso de informações é a superficialidade. Ler mil manchetes de notícias nas redes sociais, todo dia, não nos torna mais culto em nada. Pelo contrário, acaba levando a julgamentos superficiais, ao acharmos que entendemos de algo só porque ficamos minimamente familiarizados. Importante termos consistência, profundidade e, claro, paciência.

 

Em meio à procrastinação, a gente deve pensar em compromisso. Muitas vezes, deixamos de lado o compromisso que temos conosco e com nossos objetivos, por causa das distrações e das milhares de desculpas que criamos.

 

Em termos profissionais, às vezes nos falta a resiliência necessária para assumirmos a responsabilidade, sem adiar, das decisões difíceis, tarefas chatas, relatórios… Fazer mais do que tem que ser feito, ainda que desconfortável.

 

Concluindo, posso enumerar aqui algumas dicas para combater a procrastinação, como: aceitar que você está errando; listar suas prioridades e começar pelo mais difícil; escolher métodos tipo “2 minutos” (útil para as pequenas obrigações diárias como mandar um e-mail, ou seja, coisas que, se a gente não fizer, vai acabar esquecendo e, no fim das contas, levam apenas 2 minutos) e “pomodoro” (dividir um tempo específico para cada atividade); verificar cada tarefa (“check”); e fazer atividade física (esporte desafia nossos limites e dá uma energia absurda para o dia a dia. Muito mais disposição para realizar tarefas, até as mais incômodas).

 

 

Marcelo Miranda

Conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-MG) e CEO da ConsolisTecnyconta na Espanha, filial espanhola do grupo multinacional francês Consolis. É um executivo reconhecido na criação de inovações que levam ao desenvolvimento sustentável.  Foi recentemente por oito anos o CEO da Precon Engenharia. É Engenheiro Civil  pela UFMG, com MBA em Stanford e especializações em Harvard, Columbia e SingularityUniversity. Faz parte da lista dos 10 CEOs de destaque do Brasil com menos de 40 anos pela Revista Forbes,  e foi eleito Executivo do Ano pela Revista Encontro em  2015. É conselheiro de empresas, da ABRH e do Capitalismo Consciente.

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