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Segunda maior fabricante de Coca-Cola no Brasil, Solar destaca união de propósitos na gestão de RH

Redação

Confira os detalhes da combinação de negócios com as operações de bebidas do Grupo Simões, no Norte do país

 

Emiliana Albanaz, diretora de Recursos Humanos da Solar Coca-Cola, acumula mais de 12 anos à frente da área que prospecta talentos para a companhia que tem atuação nas regiões centro-oeste, norte e nordeste do Brasil. Com exclusividade, a executiva conta ao Nosso Meio sobre o movimento de mercado que destaca ainda mais o potencial da Solar como a segunda maior fabricante do sistema Coca Cola no Brasil e no TOP 15 mundial entre mais de 200 fabricantes. Você confere agora a versão estendida da entrevista de profundidade que faz parte da nossa quarta edição especial impressa. Entenda os detalhes da combinação de negócios com as operações de bebidas do Grupo Simões, no Norte do país.

 

N.M: Sobre o recente movimento da Solar, que garantiu penetração na região norte por meio da aquisição das operações de bebidas do Grupo Simões, qual a estratégia da área de RH para garantir que o jeito Solar de ser seja tangível para os novos 80 milhões de consumidores em 400 pontos mil pontos de venda, além dos próprios novos colaboradores?

E.A: Antes de entrar em um novo desafio, precisamos mergulhar e conhecer bem onde estamos chegando. É preciso olhar para as pessoas e entender essa realidade. Pensando assim, iniciamos nossos trabalhos de integração com um diagnóstico que nos permitiu entender as proximidades culturais entre as duas empresas e também nos ajudou a identificar pontos que mereciam uma maior atenção. A partir daí, conseguimos construir todo um plano de desdobramento que fizesse sentido para as duas companhias, gerando um amplo plano de trabalho onde tivemos a oportunidade de olhar com cuidado para todas as práticas nas mais diversas formas.

Com um olhar global de todo esse movimento, estruturamos um Escritório de Integração que tem coordenado todas as frentes de trabalho, para nos ajudar a construir uma única Solar. Com pilares importantes de comunicação, cultura, estrutura e processos guiando cada passo, times de diferentes áreas das empresas colaboram em cada etapa, contribuindo convergir em uma única forma de ser. 

 

Um trabalho detalhado que tem nos ajudado a construir uma integração ágil, sólida e que nos tornará uma só companhia, mais forte e que seguirá crescendo, ainda mais, de forma rentável e sustentável, levando esse sentimento não só para nossos colaboradores, mas também para nossos clientes, colaboradores, fornecedores e todos aqueles que nos relacionamos.

 

N.M: Essa integração consolida a posição da Solar como a segunda maior fabricante de Coca Cola no Brasil e a 15º no mundo entre mais 200 fabricantes. Com essa magnitude, como fazer uma gestão de RH integrada?

 

E.A: Para entendermos o processo que temos vivido, gostaria de mostrar um pouco de como chegamos até aqui. Dentro de um universo que já chegou a contar com cerca de 50 fabricantes somente no Brasil e hoje é formado por apenas sete, nossa companhia nasceu da união das histórias de empresas que decidiram construir uma só companhia, ainda mais forte. Há quase 9 anos, Norsa, Renosa e Guararapes realizaram uma fusão que originou a Solar Coca-Cola, uma companhia que nasceu com o propósito de ter paixão na distribuição de sorrisos e excelência na produção e na distribuição de bebidas. 

 

De uma união de negócios, criamos uma empresa que alcançou todo o Nordeste e parte do Tocantins e Goiás e que tem em seu DNA a força de unir sonhos, culturas e pessoas em uma empresa única, brasileira, feita de talento, paixão e de pessoas Solares. Integração é algo que vivemos diariamente e isso nos traz a segurança de contar com processos e com um time experiente nesse tema. Com boa parte do time de recursos humanos já tendo vivenciado uma gestão integrada, chegamos ao desafio desse novo e complexo momento com processos mais fluidos. De uma forma ímpar, a empresa se preparou com processos como a implantação de um escritório de integração que nos deu um olhar para todas as áreas da Solar, incluindo a de gestão de recursos humanos. 

 

Outros facilitadores que contribuíram para trazer uma sensação de uma única Solar, foi mostrar o compromisso com nossos valores. Nosso sentimento de dono nos ajuda na vontade de fazer juntos. Na valorização das nossas pessoas, cultivamos nossas relações com respeito e paixão em cada processo que fazemos. No protagonismo, damos a oportunidade para que cada pessoa dentro da Solar seja protagonista de sua própria história. 

 

Acredito que esse seja o nosso grande diferencial na construção dessa cultura que segue ainda mais fortalecida com essa nova união, sempre respeitando os valores de todas as nossas pessoas, além de seguir cada etapa prezando sempre pela transparência e compartilhando resultados que fortalecem nossa integração e o amadurecimento de nosso DNA.

 

N.M: Preparar lideranças e preencher gaps de competências é um dos maiores desafios dos RH. O que é necessário para iniciar um trabalho desses em uma gigante como a Solar?

 

E.A: Presente intrinsecamente em nossa missão como recursos humanos, já temos como foco a preparação de nossas lideranças e colaboradores como um todo. Porém, todas as variáveis externas – como pandemia, transformação digital e todas as mudanças que hoje temos – fez com que a gente esteja sempre revisando e olhando para desenvolvimento das nossas pessoas, preparando esses colaboradores para os novos desafios. 

 

Para firmar esse compromisso, temos a estratégia de desenvolvimento da nossa universidade corporativa como esse grande fio condutor. Com o Universo Solar, alcançamos todos os pilares de capacitação e desenvolvimento, estimulando que as pessoas sejam protagonistas das suas carreiras. Contamos com o conceito de autodesgustação, que impulsiona o colaborador a realizar treinamentos e capacitações, para além da nossa rotina de trabalho. 

 

Em 2021, o Universo Solar emitiu mais de 100 mil certificados, dos quais 80 mil foram por ensino à distância e 20 mil deles via treinamento presenciais. Do comercial à logística, passando pela indústria, todas as áreas da empresa foram impactadas: 40 mil certificações foram emitidas para o Comercial, 33 mil para a Logística e 18 mil para a Indústria. Outras sete mil certificações foram emitidas para líderes. 

 

N.M: Endomarketing é a palavra da vez quando se trata da união entre marketing e recursos humanos. Como definir esse conceito e como se aplica na Solar?

 

E.A: Aqui, na Solar, acreditamos que, mais do que usar técnicas de endomarketing, precisamos falar em engajamento. Quando olhamos para a construção de toda essa proposta de valor ao empregado, nos unimos a área de Comunicação Interna & Engajamento para que ela se torne a grande embaixadora de todas as estratégias que nos ajudam a reter os colaboradores e atrair talentos do mercado. Assim, nossa grande missão passa a ser a de manter os colaboradores atualizados sobre o que está acontecendo na organização e, principalmente, contribuir para construir narrativas, programas e processos que nos ajudem a envolvê-los, contribuindo para a manutenção desse desejo de permanecer na Solar. 

 

Nessa jornada, a área de Recursos Humanos e de Comunicação Interna & Engajamento lidera essa agenda, mas também conta com nossos líderes como um pilar essencial da sustentação dessa estratégia. Com isso, temos uma agenda que precisa ser construída e reforçada para todos, traduzindo em práticas de comunicação e engajamento a disseminação de como isso acontece dentro da organização, desdobrando nossa cultura e sendo esse ponto de contato com o colaborador.   

 

N.M: A Solar Coca-Cola é uma joint venture brasileira com atuação nas regiões centro-oeste, norte e nordeste do Brasil. A atuação da gerência de pessoas é regionalizada? Quais características se destacam no perfil do colaborador do norte e nordeste, que agrega valor à empresa?

 

E.A: Sim! Atuamos na Solar no modelo regionalizado de negócio. Isso serve para o time de pessoas, e para outros times. Acreditamos que regionalizar ajuda a dar mais agilidade na tomada de decisão, bem como capturar as oportunidades mais locais. O desafio para nós, é regionalizar, mas sem perder de vista que somos uma única Solar. 

 

Dentro do nosso RH, temos as BPs de RH nas regionais, que são parceiras do negócio e nos ajudam a disseminar as necessidades de negócios em produtos de Recursos Humanos. Elas são fundamentais para a gestão de pessoas.

 

N.M: A integração de negócios que trouxe uma atuação mais forte no norte do país, tende a ser um movimento pautado também pelas pautas ESG, com foco na pluralidade do time. Quais as ações integradoras da Solar entre as regiões de atuação?

 

E.A: Trabalhamos dentro de todo o território Solar ações de inclusão de todos dentro da empresa. Nessa perspectiva, a Solar iniciou o movimento #EuIncluo, com foco prioritário nas questões de gênero, pessoas com deficiência, raça, LGBTQIA+ e, agora mais recente, em gerações. 

 

Dentro do movimento, temos trabalhamos algumas frentes importantes, como o aumento da presença e do protagonismo das mulheres em todas as áreas da empresa, com abertura de vagas exclusivas para mulheres distribuídas em todas os territórios de atuação da Solar; aumento da atuação de mulheres em cargos de liderança, parcerias com instituições voltadas à promoção da equidade de gênero e qualificação profissional das mulheres; 

 

Com foco no movimento #EuIncluoPCD, a Solar realizou pesquisas para entender todas as necessidades de adequações básicas nas unidades (banheiros e vestiários, elevador/plataforma elevatória, rampas de acesso, refeitórios e áreas administrativas, portaria – distância, acesso e catracas, pisos e características construtivas e placas de sinalização; mudanças em todas as unidades da companhia. O programa ainda incorporou à organização a ferramenta Hand Talk, tecnologia que usa inteligência artificial (IA) para tradução simultânea e digital para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).  Com suas políticas de inclusão & diversidade, a Solar propiciou a inclusão e o acolhimento de pessoas transgênero nas unidades de Itabaiana/SE, Simões Filho/BA, Aracaju/SE e Santana do Ipanema/AL. 

 

Como parte da evolução da jornada de I&D, estamos implantando agora o Grupo de Afinidade voltado para a diversidade geracional, com foco na hashtag #EuIncluo50+. Objetivo é potencializar e dar visibilidade às pessoas 50+ com intuito de eliminar preconceitos relacionados a falta de produtividade, afinidade com tecnologia ou atualização de conhecimento, e promover um senso de pertencimento maior para todas as faixas etárias;

 

N.M: Com seus mais de 12 anos de trabalho na Solar, qual são as mudanças mais evidentes sobre a forma como a área de Recursos Humanos é vista na estratégia do negócio?

 

E.A: A transformação que se iniciou em 2017 com a implantação da Central de Serviços Compartilhados, que é nosso CSC que sai do tradicional e vai para o modelo voltado para o negócio. 

 

Criado com foco no ganho de eficiência e tecnologia, O CSC contribui para dar mais ordenação e padronização dos processos internos da Solar reunindo sete frentes principais, indo desde processos comerciais, passando for fiscal, contábil, serviços ao colaborador, aos fornecedores e até a gestão da frota de veículos. 

 

Por meio dessa iniciativa, a Solar consegue a celeridade e uniformização de uma estrutura regionalizada com a força de um Backoffice diferenciado que é referência nacional por sua atuação. Um legado importante que construímos onde, a partir um novo olhar para o modelo de recursos humanos, acabamos criando uma área junto com a diretoria de TI. 

 

Dessa união entre tecnologia e pessoas, alcançamos conquistas ainda maiores porque contamos com o engajamento de um time comprometido, com lideranças que estabeleceram um ambiente de cooperação e desenvolvimento e parceiros que nos apoiaram constantemente, nos ajudando na construção e direcionamento de cada novo objetivo.

 

Em paralelo, contamos com um time de BPs espalhadas pelas regionais, contribuindo para conectar esse movimento ao negócio da companhia. Em termos práticos, o CSC nos ajuda com a operacionalização das transações e nosso time de BP olha para a companhia trazendo para a TI as necessidades que acabam se consolidando em novos serviços e soluções para atender as necessidades das regionais. 

 

N.M: Por fim, quais os desafios do RH do futuro, na sua opinião?

 

E.A: Acho que a transformação digital é um ponto que impacta muito na vida das pessoas. Outro ponto é sobre as escolhas das pessoas que impactam na qualidade de vida. Isso é um grande desafio: conectar o propósito das pessoas cada vez mais com os desafios do negócio. 

 

Além disso, temos em paralelo o movimento de retenção dos talentos.  Hoje já conseguimos identificar um mercado de disputa por profissionais e isso nos motiva a uma constante manutenção em todas as nossas estratégias internas de manter o colaborador dentro da empresa. Tentamos sempre melhorar, ouvir e engajar em cada momento de nossos colaboradores. Estamos sempre atentos a uma busca diária pela construção de experiência interessantes para os nossos colaboradores, para que eles vivam o ciclo de vida e que, ao mesmo tempo, deixem o legado na companhia e que conecte com o propósito. 

 

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