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Responsabilidade: CUFA, Greenpeace e MST se unem em ação para levar alimento de qualidade para as favelas

Redação

Campanha irá levar cestas de alimentos orgânicos para moradores de favelas em diversos estados do país

 

Unindo forças em mais uma campanha de combate à fome, a Central Única das Favelas (CUFA), o Greenpeace Brasil e o Movimento Sem Terra (MST) realizaram neste domingo (18) a entrega de 75 cestas básicas agroecológicas em Fortaleza, no Ceará. As cestas são feitas majoritariamente com alimentos produzidos por agricultores do MST e financiadas pelo Greenpeace Brasil.

 

A distribuição ficou a cargo da CUFA e foi realizada nas favelas Barroso 2, Pantanal e Quadras, em Fortaleza (CE). Após essa ação, a campanha seguirá para outros estados, entre eles Alagoas, Rondônia, Pará, Piauí e Paraíba. O foco das doações são as mães solo, com filhos pequenos e que muitas vezes também cuidam dos idosos da família.

 

“Uma pesquisa do Data Favela mostra que o número de mulheres que são mães chega a 5 milhões. Nós sabemos que essas mães são as chefes de seus lares e que, nessa pandemia, são o grupo mais vulnerável. Uma parceria como essa entre a CUFA, o MST e o Greenpeace Brasil representa a criação de uma rede de proteção social, porque essa mãe é responsável por muita gente e precisa de ajuda”, afirma Preto Zezé, Presidente Nacional da CUFA.

 

As cestas distribuídas contém arroz, feijão de corda, farinha branca, goma, batata doce, flocão para cuscuz, café popular, carne de porco, óleo, açúcar mascavo, alho temperado, sal temperado, macaxeira in natura. O MST é um movimento que dá visibilidade aos pequenos agricultores e à agricultura familiar.

 

“A CUFA, o MST e o Greenpeace estão juntos para o fortalecimento fundamental dos laços de solidariedade entre os povos do campo e da cidade. É o povo cuidando do povo”, afirma Clarice Rodrigues, da coordenação nacional do MST.

 

Esta é a mais uma ação parte do movimento “Comida para quem precisa de comida de verdade”. “Precisamos questionar o modelo do agronegócio que se baseia apenas no lucro à custa da destruição dos ecossistemas. Neste momento de crise, a agricultura familiar mostra que é capaz não apenas de alimentar os brasileiros com itens frescos e de qualidade, mas de ser solidária e colaborativa. E graças à união das organizações, conseguimos alcançar mais gente e de forma mais rápida com este trabalho”, diz Pamela Gopi, da Campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace Brasil.

 

A campanha de distribuição de alimentos já se iniciou em Recife, com a entrega de mais de 700 kg de alimentos ao Coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste, e depois de Fortaleza segue para Maceió (23/04), Porto Velho (28/04), Paraopebas e Belém (01/05), Teresina e Campina Grande (ainda sem data). A campanha pretende garantir quatro toneladas de alimentos para famílias das regiões Norte e Nordeste nesta primeira etapa.

 

 

Sobre a CUFA

Presente há mais de 20 anos nas favelas brasileiras, a Central Única das Favelas (CUFA) promove atividades nas áreas de educação, lazer, esportes, cultura e cidadania, utilizando de ferramentas como grafite, DJ, break, rap, audiovisual, basquete de rua, literatura, entre outros.

 

Além disso, promove, produz, distribui e veicula a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates e seminários. Desta forma, a CUFA promove a integração e inclusão social.

 

Entre os principais projetos da instituição destacam-se o Hutúz Rap Festival, maior evento de hip-hop da América Latina; a LIBRA, Liga Internacional de Basquete Rua; e a Taça das Favelas, maior campeonato de futebol entre favelas do mundo.

 

Durante a pandemia do Covid-19, a CUFA utilizou sua capilaridade para conectar a favela e o asfalto e amenizar ao máximo as dificuldades que os moradores de favela enfrentam. Através do programa Mães da Favela a instituição entregou cestas básicas, física e digital, e chips com internet gratuita por 6 meses, garantindo assim uma segurança alimentar maior e a educação de muitas crianças, que precisaram migrar para as aulas online.

 

Os benefícios são direcionados às mulheres das favelas, que chefiam os seus lares. Por seu conhecimento sobre esses territórios, a CUFA entendeu que ao apoiar essas mulheres, era possível criar uma rede de proteção muito maior e com isso o projeto chegou a atingir mais de 5,8 milhões de pessoas.

 

Para mais informações, entrar em contato através do telefone (85) 99742.9866.

Fonte: AD2M Engenharia de Comunicação  

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