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Presidente da FENAPRO reúne representantes do mercado publicitário cearense para análise de conjuntura

Redação

À convite do Nosso Meio, Daniel Queiroz fez a análise sobre o cenário da indústria da comunicação diante da pandemia e comentou as perspectivas de futuro.

 

Desafios dos mercados regionais foi o assunto pautado pelo presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (FENAPRO-CE), Daniel Queiroz, em sua passagem pelo Espaço Nosso Meio na noite desta quarta-feira (24). O momento reuniu nomes como Paulo Henrique Donato, presidente do Sindicato de Agências de Propaganda do Estado do Ceará (SINAPRO-CE) e Evandro Colares, presidente da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), além de diretores de agências e representantes do segmento.

 

O momento proporcionou uma leitura do cenário da publicidade pelo país com foco em oito pilares: mercado, pandemia, pós-pandemia, inovação, alternativas, clientes, gestão e união do setor. Segundo dados do Ministério Público do Trabalho, existem 3 mil agências ativas no Brasil. No Ceará, estão registradas 70 empresas no setor, enquanto o mercado do sul e sudeste do país, concentram entre 200, a exemplo do Rio Grande do Sul, e 1.000, em São Paulo. “O que esquecemos de apontar é que em São Paulo existem dois mercados publicitários. O primeiro é aquele das multinacionais, das grandes contas, que nos enchem os olhos. O segundo é o que atende às marcas intermediárias, o qual se assemelha à realidade dos mercados regionais. São Paulo até pode concentrar o maior PIB, mas também é o local onde a concorrência é mais acirrada devido à alta oferta do nosso serviço”, compara Daniel Queiroz.

 

Do total, 65% das agências geram receita de até 500 mil reais ao ano, o que significa que a grande massa é uma empresa pequena ou média. “É necessário compreender as dimensões do que somos para fazer a análise adequada. Guardada as proporções, encontramos os mesmos desafios e problemáticas em todos os mercados publicitários do país”, conta. Sobre a pandemia, segundo a última pesquisa VanPro 2021, em setembro, o panorama das agências teve uma queda de 30%. Mas quem tinha uma carteira de clientes com perfil digital, de e-commerce, governamental, instituição bancária e entidade de saúde conseguiu atravessar a crise de forma positiva. “O termômetro da indústria da comunicação é a economia nacional. Se vamos bem economicamente, temos investimento em publicidade. Se estamos em período de recessão, isso reflete diretamente na nossa performance. E acreditem, a perspectiva para 2022 ainda é de instabilidade. Precisamos ser cautelosos”, ressalta o presidente do FENAPRO.

 

A pandemia também jogou luz em temas como gestão de pessoas e de projetos nas agências de propaganda. “O nosso mercado precisa caminhar para a sofisticação dos seus processos, apontando para um caráter mais empresarial. Estabelecer métricas comprobatórias dos resultados, investir em profissionalização dos cargos de liderança para uma gestão de desempenho e capacitar para atender  técnicas e métodos são os primeiros passos para garantir este salto corporativo nas agências”, pontua.

 

Outro destaque da rica fala se debruça sobre inovação. “Nós lidamos com tecnologias e novos canais de comunicação. Não podemos abrir espaço para outros modelos de negócio como startups para liderar este nicho. É necessário o desenvolvimento de competências e atualização constante para acompanhar o ritmo das novidades. Com a chegada do 5G, vamos experimentar o que é de fato o avanço digital da comunicação”, finaliza.

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