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Por uma liderança que olhe mais para o futuro e menos para o passado

Redação

Nosso Ceará é muito rico em negócios. Temos marcas de relevância nacional, startups promissoras, gente de talento assumindo cargos de gestão e uma indústria de marketing muito criativa, empolgada e tem coragem de buscar o novo.

 

Mas também temos profissionais de visão mais míope. Lideranças que olham muito para o passado, pouco para o presente, e ainda menos para o futuro. Grandes empresários que tem o mérito e nosso respeito por terem construído um legado, mas que deixaram a obra de suas mãos engessarem no calor dos novos tempos.

 

É analisando essa tensão entre a visão de passado, presente e futuro que propomos uma forma de categorizar estilos de lideranças.

 

Liderança operacional

O primeiro estilo de liderança é aquele que percebemos nos primeiros 5 minutos de conversa, geralmente acompanhada por frases como: “sempre fizemos assim” ou então “tenho 30 anos de experiência nesse negócio, sei como funciona”.

 

É uma mentalidade operacional. Olha 60% para o passado, 30% para o presente, e apenas 10% para o futuro.

 

Futuro, para esse tipo de gestão, é apenas um assunto que entra na pauta por acaso: quando uma nova tecnologia ou novo tipo de negócio vira novidade global, o líder tem acesso porque o assunto foi para a grande mídia.

 

É o tipo de liderança que em reuniões usa exemplos da Netflix e Uber, apenas porque lhe falta repertório de inovação. Não entendem que Netflix, Uber e tantos outros negócios disruptivos tem processos internos também disruptivos, com gestão e equipes que se recusam a fazer sempre do mesmo jeito, porque entendem que as pessoas mudam, necessidades mudam, cultura muda, formas mudam.

 

Liderança adaptativa

O segundo estilo de liderança é daqueles que conduzem negócios a partir de um olhar mais voltado para o presente.

 

Este é – com certeza – um upgrade do modelo anterior, uma gestão 2.0, por assim dizer. Uma liderança que se mostra mais preparada e adaptável ao hoje.

 

Também com 5 minutos de conversa nota-se que suas preocupações são os concorrentes, o mercado que vai mudando, as necessidades atuais dos clientes, as mudanças na forma de consumo e de comunicação da marca com as pessoas.

 

São gestores que conduzem marcas maleáveis como uma escultura em argila. São negócios que tem mais facilidade de se adaptar porque possuem flexibilidade e rigidez ao mesmo tempo.

 

Não são tão engessados pelo passado como o primeiro perfil, mas também não conseguem ser tão visionários a ponto de antecipar tendências e sair na frente de todo mundo.

 

São negócios que dançam conforme a música.

 

Investem seu tempo olhando 20% para o passado, a fim de manter a tradição da empresa. 60% olhando para o presente, antenados às novidades para se adaptarem com agilidade. E 20% olhando para o futuro, com o radar que capta alguns sinais de mudanças que estão por vir com o objetivo de se antecipar e se adaptar a elas.

 

Liderança visionária

O terceiro e último estilo é a liderança visionária.

Um perfil de gestão que não perde muito tempo olhando para o passado.

Gasta apenas 10% de seu tempo olhando a história da marca, mais para observar sua curva de evolução, que para fincar raízes em um mundo onde os terrenos não são tão sólidos assim. Foca 30% no presente, antenado às novidades atuais e movimentos que o mercado está fazendo. E 60% de seu olhar está atento ao futuro, imaginando como a marca pode trazer novas soluções, novos produtos, novos serviços, novas formas de se relacionar com clientes e usar tecnologias emergentes para criarem soluções que ainda não existem.

São lideranças de marcas que saem na frente.

 

Em conversas com esse tipo de líder podemos ouvir indagações do tipo: “como podemos usar essas novas tecnologias?”; “será que nosso modelo de negócio já está ultrapassado?” ou, “não me preocupo muito com meus concorrentes, eles já estão mapeados. Me preocupo com aquilo que ainda não vejo, com ameaças que ainda não aparecem no radar e podem deixar o nosso negócio ultrapassado”.

 

Ser um líder visionário é ser um líder com visão futurista: Um termo que tem entrado na agenda dos negócios de maneira tímida, com muitas ressalvas, preconceitos e sem muita credibilidade.

 

Em outros artigos nós falaremos sobre o que significa ter uma gestão futurista.

Mas, por ora, ficamos por aqui, fechando esse texto com uma provocação e um convite.

 

Negócios do primeiro estilo de liderança já estão engessados. O tempo vai corroê-los aos poucos, porque as novas gerações vão surgindo, deixando-os cada vez mais obsoletos.

 

Negócios do segundo estilo de liderança são, na melhor das hipóteses, atrasados atentos. Marcas que estão antenadas às mudanças, que se adaptam com agilidade e sobrevivem conforme flexibilizam suas formas de empreender. Porém, apesar do sucesso e sustentabilidade financeira, ficarão sempre à sombra da inovação, perseguindo seus rastros.

 

Negócios do terceiro estilo de liderança são os mais relevantes. Esses criam história. Deixam sua marca no tempo. Tem a impermanência como propósito, o propósito de fazer a inovação acontecer, pautar a mudança, e não apenas segui-la. São negócios que não esperam pelo futuro, do contrário eles mesmos criam o futuro.

 

O nosso convite é que você tenha coragem de criar o novo, olhando mais para o futuro que para o passado, assumindo a missão de criar soluções cada vez mais visionárias, capazes de abrir caminhos nas matas do empreendedorismo, e não apenas seguir as trilhas abertas por quem teve a coragem de descobrir novos lugares.

 

 

Neste espaço, quinzenalmente e sempre às segundas-feiras, Céu Studart e Thiago Baldu da Desencaixa Inova trarão reflexões, inquietações e orientações sobre futurismo e adaptabilidade.

Confira outro conteúdo da coluna Radar:

Não podemos prever o futuro: que novidade! Mas podemos tomar decisões melhores!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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