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Pesquisa do IPR aponta a comunicação corporativa como essencial em período de crise pandêmica

Redação

O estudo revelou que mais de 80% dos empresários reconhecem a importância do setor em momentos críticos

 

Mais um ano se inicia e com ela a crise sanitária e hospitalar volta a se agravar com o surgimento das novas variantes da Covid-19. Nem mesmo a Organização Mundial de Saúde (OMS) se arrisca a fazer qualquer previsão sobre o fim da pandemia do coronavírus. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Relações Públicas (IPR), analisou 300 executivos de comunicação e gerentes seniores para entender como as empresas estão preparadas para o cenário. O resultado apontou que 81% dos entrevistados reconheceram a comunicação da sua empresa como essencial ou muito importante durante a pandemia.

 

Mesmo após dois anos de experiências em um cenário pandêmico, a maioria das empresas ainda têm feito os esforços para se preparar para cenários críticos. A pesquisa do IPR mostrou que apenas 30% sentiram que suas empresas estavam “extremamente” preparadas para lidar com uma crise, enquanto 55% disseram que estavam “um pouco” preparadas. Mesmo assim, mais da metade dos entrevistados (44%) disse que seu plano de comunicação de crise não incorporou as diretrizes para doenças pandêmicas. Ainda mais preocupante, 10% dos entrevistados acreditam que não têm um plano de comunicação de crise.

 

Léo Capibaribe, diretor-geral da Capibaribe Comunicação avalia que, com a situação pandêmica, o mundo teve que se adaptar com rapidez a um novo formato de vida e um dos grandes destaques, nesse sentido, foi a transformação digital. As trocas de paradigmas foram além disso e a crise trouxe, entre outras coisas, uma nova forma das marcas conduzirem as Relações Públicas. Se antes as relações eram mais presenciais, hoje, estagiários, aprendizes, funcionários efetivos e os cidadãos como um todo interagem mais virtualmente. 

 

“Essa nova realidade impôs a necessidade de ter informações mais precisas, respostas mais rápidas e estratégicas a situações imprevistas, além de monitoramento de mídia abrangente e inteligente. As trocas de paradigmas foram além disso e este cenário pós-pandêmico trouxe, entre outras coisas, uma nova forma das marcas conduzirem as Relações Públicas”, explica.

 

Os dados também apontam que a Comunicação Interna foi mais requisitada no período, sendo considerada “muito ativa” por 75% dos participantes, em comparação com os 58% do conteúdo veiculado externamente. Sobre o preparo para atender às demandas da pandemia, 46% considera que seus setores de Comunicação estavam “preparados” e 41% acredita que os departamentos estavam ”muito preparados”.

 

Também foi identificado que, desde o início da pandemia, apenas 23% das organizações revisaram inteiramente seu plano de gestão de crises, enquanto 32% afirmam ter feito algumas mudanças. Cerca de 34% não atualizaram seus planos, ou não possuem. Entre os que fizeram alterações no planejamento, 57% passaram a incluir ações que preveem novos cenários pandêmicos.

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