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Pele Azul: a produtora cearense que nasceu no laboratório da Universidade

Redação

O cinema no Brasil é disponível apenas para uma pequena parte da população. O que é bem negativo para a construção cultural brasileira, já que o cinema não é só um lazer, mas também um propagador de conhecimento.

 

Para Isaac Branco, cineasta cearense e sócio da Pele Azul Produções, que decidiu estudar cinema em Fortaleza ao invés de enveredar nos caminhos internacionais, a democratização do acesso ao cinema é algo extremamente necessário para o enriquecimento do setor da comunicação. 

 

Isaac sempre sonhou em produzir, dirigir filmes e atuar neles. Estudou inglês e foi aprovado em algumas universidades no exterior, mas por questões pessoais acabou estudando em Fortaleza.

“Essa foi a maior e melhor decisão que eu tomei na vida. Primeiro porque o curso que eu fiz, de cinema e audiovisual da Unifor, é muito completo e formado por profissionais altamente gabaritados. E, além disso, por causa da proximidade entre as pessoas, que existe no âmbito do cinema, que gera uma união rara de se ver. Fui aluno de vários colegas de trabalho, tive apoio de várias pessoas, assim como apoiei também outras.”

 

Foi durante a graduação que o cineasta resolveu empreender e passou a produzir e a se relacionar com o meio. Além disso, procurou conhecer as políticas públicas relacionadas ao contexto no intuito de viabilizar a realização de projetos. Isso o fez ir à caminho da realização de seu maior desejo: ser diretor de cinema.

 

Foi no Cine Experiência Lab da Unifor, que Isaac se uniu a dois amigos, Esther Arruda e Pedro Uli, e juntos, fundaram a produtora Pele Azul Produções, que até agora funciona de maneira independente. Foi depois do seu primeiro filme, em 2019,  “A mulher da Pele Azul” que a produtora passou a funcionar.  O filme, gravado no espaço do Theatro José de Alencar, retrata a lenda da bailarina fantasma do Teatro,  e foi contemplado pela Mostra Olhar do Ceará do Festival Cine Ceará. Além disso, hoje é licenciado pelo Canal Brasil. “A mulher da Pele Azul” também percorreu por mais 17 festivais pelo mundo. Tendo sido exibido na Inglaterra, no Canadá, na Austrália, nos EUA e em outros lugares. 

 

Também no Cine Experiência Lab da Universidade de Fortaleza, Isaac produziu outros filmes, como o “Entre o Passado” dirigido por Larissa Estevam, que também entrou para a Mostra Olhar do Ceará de 2021, juntamente com o “Estilhaços”, filme que foi o trabalho de conclusão de curso de Gabriela Nogueira.

 

“Estudar no Ceará me deu a oportunidade de conhecer o nosso cinema e a rica lista de profissionais da área, que envolve grandes talentos, e ainda as escolas que eu não sabia existirem. Eu pude saber que dá para trabalhar com cinema aqui em Fortaleza e no nosso estado. Infelizmente, o cinema não tem uma estrutura forte, mas isso não é apenas no nível estadual, mas sim no contexto nacional.”

 

Isaac conta com a possibilidade da participação do governo no que se refere ao patrocínio dos projetos relacionados à área. Assim, ele cita o exemplo de “Round 6” que é uma série sul-coreana que atualmente está no topo da lista dos mais assistidos na Netflix.

 

“Dentro de um contexto geral, nós, os povos das Américas, não nos parecemos em nada com os sul-coreanos, porém o produto que eles criaram é tão forte que 111 milhões de pessoas “apertaram play” para vê-lo. E esse produto só foi viabilizado devido às políticas de incentivo ao audiovisual sul-coreanas. E o meu maior desejo é que o mesmo aconteça aqui no Brasil.”

 

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