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Vacincou Acelerou – Interna

Ou será que chegou a hora dos nômades digitais?

Eduardo Gomes de Matos

Opinião

 

O site da revista Exame publicou, pesquisa da Cushman & Wakefield que relata que para 85% dos executivos, a experiência do trabalho remoto tem mais pontos positivos do que negativos. O fato é que a pandemia do Coviv-19 acelerou os processos de mudanças no mundo inteiro, transformando décadas em semanas, e isto está fazendo a gente repensar o que é o nosso trabalho. Se trabalho é o que a gente faz e não onde a gente faz, parece que o Home office veio para ficar. Segundo a pesquisa 73,8% das empresas pretendem instituir o home office como prática definitiva no Brasil.

 

Vejam só a mudança de paradigmas. Antes do isolamento social, os líderes empresariais eram bastante receosos de como gerenciar a produtividade da sua equipe e acompanhar o trabalho realizado. Os dados comprovam, 42,6% das empresas nunca tinham adotado a prática e, em 23,8% das companhias, o home office não passava de uma possibilidade em análise.

 

Na nossa empresa, estamos em home office desde março e a produtividade e agilidade da nossa equipe aumentou. Se já tínhamos a prática de um dia por semana adotar esta prática, agora vamos permitir que as pessoas escolham onde elas irão trabalhar.

 

Essa mudança juntamente com a maior fluência digital que as pessoas adquiriram neste período trará fortes impactos para vários setores da economia. Um dos que terá implicações diretas será o mercado imobiliário. Imaginem que várias empresas capitalizadas, assim como a XP Investimentos que já anunciou que adotará o home office até dezembro causarão na necessidade de espaços corporativos. Voltando aos dados da pesquisa, 29,5% dos executivos afirmaram que a empresa deve reduzir o espaço físico no futuro por conta do sucesso do home office, enquanto outros 15,6% apontaram que a diminuição deve ocorrer por questões econômicas relacionadas à pandemia, e somente 19,7% disseram que não haverá redução de espaço físico no futuro. Este Novo Normal, impactará valor de aluguéis e vendas de imóveis. Em São Paulo já houve uma mudança no tipo de apartamento que está sendo mais procurado. Se antes eram apartamentos pequenos com grandes áreas de lazer, hoje são unidades maiores para possibilitar a adoção do home office.

 

O mercado de aviação civil que tem 60% de suas receitas por viajantes de negócios também serão impactadas, assim como o setor hoteleiro, de transportes (taxis, aplicativos). Quanto ao mercado de trabalho, facilitará o processo de expansão de empresas que atuam nos segmentos de telemarketing, ecommerce.

 

Outros dados de outras pesquisas confirmam que o home office e os nômades digitais vieram para ficar. Segunda a Fundação Dom Cabral, 54% dos profissionais pretendem propor para seu chefe uma continuidade do trabalho remoto. Quem gostou do home office pode não encontrar uma resistência tão grande ao pedir o benefício no futuro: 80% dos gestores disserem gostar da nova maneira de trabalhar, de acordo com pesquisa da ISE Business School.
Para 25,4% dos entrevistados, a experiência do trabalho remoto é totalmente positiva, enquanto para 59% há mais pontos positivos do que negativos.

 

Mundialmente estas empresas já definiram home office definitivo: Home office permanente: Twitter, Facebook, Qualicorp — a empresa devolveu sete dos quinze andares que ocupa na sede em São Paulo. Estas adotarão o Home office até o final de 2020: Nubank, Google, Mastercard, Pipefy, Salesforce, e várias outras. E a sua empresa? Adotou ou adotará o Home Office?

 

 

Eduardo Gomes de Matos

Sócio Fundador e Chairman da Gomes de Matos Consultores Associados, formado em Economia pela UFC (Universidade Federal do Ceará) e pós-graduado em Administração de Empresas. Consultor responsável pela implantação de inúmeros projetos de estratégia e competitividade em várias empresas pelo país. Especializado em Desenvolvimento Empresarial e na utilização das mais modernas ferramentas de Gestão Empresarial. Autor do livro “Novos Padrões de Gestão Empresarial – Os desafios da Competitividade” e coautor dos livros “Treinamentos Comportamentais”, “Empreendedor Total” e “Gênio sem Lâmpada”.

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