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Facebook, Metaverso e a crise reputacional: uma análise por Marco Aurélio Cabral

Redação

O estrategista em Comunicação e sócio-diretor da Engaja comenta o rebranding da gigante de tecnologia em meio a escândalos que envolvem segurança de dados dos usuários

 

Mark Zuckerberg anunciou durante o evento Facebook Connect a mudança de nome da empresa guarda-chuva que congrega as marcas de uma das maiores organizações voltadas para tecnologia no mundo. Assim, a rede social continua com o mesmo nome — o rebranding serve para a empresa, que além do Facebook também controla o Instagram, o WhatsApp e a Oculus. Agora, o Facebook se chama Meta, mudança que ocorre em meio a uma crise de imagem institucional.

 

Em carta aberta, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, detalhou os esforços para construir o futuro da empresa. Nela, ele fala sobre o futuro das telas, economia, privacidade, tecnologias sociais, mas ignora vários dos problemas atuais como vazamento de dados e denúncias de uma ex-funcionária ao Senado americano, com a acusação de que a plataforma prioriza os lucros em detrimento à segurança dos usuários. “Empresa de tecnologia social” é o novo posicionamento da Meta. 

 

Segundo Zuckerberg, a mudança é uma virada de chave que indica o metaverso como próxima fronteira a ser quebrada pela gigante de tecnologia, com foco na  realidade aumentada e virtual. Em comunicado à imprensa, a Meta diz que “o metaverso funcionará como uma combinação híbrida das experiências sociais online atuais, às vezes expandido em três dimensões ou se projetando no mundo físico. Ele permitirá que você compartilhe experiências imersivas com outras pessoas mesmo quando vocês não puderem estar juntos, e fazer coisas que não poderiam fazer juntos no mundo físico”.

 

Para além das novidades de mercado, o que o rebranding da marca Facebook diz sobre a crise de imagem da empresa diante dos escândalos ignorados pela alta gestão? O sócio-diretor da Engaja Comunicação e estrategista em Comunicação, Marco Aurélio Cabral, analisa: 

 

“A mudança de marca do Facebook para Meta traz à tona a necessidade das empresas cuidarem da reputação de forma perene. A empresa de Zuckerberg sofre por dois motivos: o primeiro deles está vinculado à ofensiva recente do governo americano contra o vazamento de dados e a gestão das informações de terceiros dentro da plataforma. O segundo motivo é a forma como a rede é usada para destilar palavras de ódio, pensamentos terroristas e fake news”, destaca Marco Aurélio.

 

O especialista destaca que reputação é o olhar do outro sobre você, que você não controla, mas pode gerenciar.

“Zuckerberg faz isso. E a apresentação da nova rede Metaverso deve ser uma ode ao futuro: realidade virtual, hologramas e teletransporte. Tudo para, segundo Zuck, sanar nosso vício em telas e nos aproximar enquanto humanos. Difícil de crer. Porém, ao lançar um novo olhar sobre os tempos vindouros, Zuckerberg aposta no futuro para corrigir os rumos que a companhia tomou nos últimos anos”.

 

Para Marco Aurélio, o Facebook (ou Meta) podem estar errando de novo.

“Ao lançar uma nova rede virtual ou um mundo paralelo, quem o controlará? Quais serão as regras legais para nortear a convivência? Compete a quem regular? Governança e regulamentação é a verdadeira dor do Facebook há anos. Ao construir esse novo mundo, Zuckerberg poderá manter seu império e empresa em ascensão ou sucumbir nos rastro de uma reputação cheia de ruídos e não conformidades.”, ressalta.

 

Sobre Marco Aurélio Cabral

Jornalista com mais de 17 anos de experiência em veículos de comunicação, corporações e poder público e que hoje trabalha a comunicação corporativa com ênfase na assessoria de imprensa e Digital PR para diversas empresas. Passou pela redação da TV Verdes Mares nas funções de repórter e comentarista político no Bom Dia Ceará. Também dedicou-se à comunicação pública como porta-voz e assessor de imprensa do Governo do Ceará atuando nas relações com jornalistas, colunistas e editores de veículos locais e nacionais, sobretudo, Brasília e São Paulo.

Já na área de comunicação corporativa, hoje comanda a Engaja, a primeira agência de digital PR do Ceará que trabalha com estratégia, influência, digital e engajamento. Hoje atende clientes como Votorantim, Grupo Edson Queiroz, Solar Coca-Cola, além de entidades patronais e causas transformacionais. Tem forte inclinação e DNA digital respaldados por forte experiência em inbound marketing, gestão de conteúdo para marcas e funil de vendas online.

 

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