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Entrevista com Tiago Gondim, Fotógrafo Gastronômico

Redação

Fotógrafo gastronômico há 12 anos no mercado. Formado em design gráfico, professor de fotografia gastronômica e apaixonado pela fotografia desde pequeno. Ministra workshops de fotografia gastronômica para fotógrafos que queiram ingressar nessa área. Atualmente trabalha com Ruth Augusta, que é food stylist, produtora e diretora de cena. Hoje, devido à pandemia, também fotografa em casa, onde monta o estúdio e cenários para fazer os cliques e sua arte.

 

1. Quando você pensou em virar um fotógrafo profissional? Por quê?
Na faculdade de publicidade (não concluída e transferida para design gráfico no 6º semestre, formei em design gráfico), fiz duas disciplinas de fotografia. Na primeira, tirei nota máxima e na segunda, fui convidado pelos professores para ser monitor da disciplina. Foi a partir daí que percebi que levava jeito para o negócio.

 

2. Por que você resolveu, dentro da fotografia, trabalhar com gastronomia?
Sempre gostei de comida, gastronomia e tudo que envolve esse mundo, minha forma física já diz tudo né? (risos) No início da minha carreira, comecei a prestar serviços para algumas empresas de compra coletiva no qual atendiam vários restaurantes. Fiz fotos de todos os tipos de pratos e foi a partir daí que comecei a me apaixonar por essa área, a fotografia gastronômica. E vi isso também como um meio para me destacar no mercado, que era pouco conhecido na época como nos dias de hoje.

 

3. Quais são os seus desafios nesta carreira profissional?
Um dos maiores desafios é provar para alguns clientes que uma boa foto vende e faz o negócio alavancar. Para isso, é preciso fazer uma foto onde o cliente final, o consumidor, sinta vontade de comer aquele alimento e a minha missão é despertar o apetite dele a partir daquela foto.

 

4. Em tempos de redes sociais, a fotografia de gastronomia ganhou uma importância ainda maior. Houve crescimento em profissionalizar fotos de pratos. De fato, uma foto bonita do prato e bem produzida ajuda a vender?
Sim, com toda certeza! Nada mais certo que aquela expressão “comer com os olhos”, e de fato é verdade. O cliente final sentirá bem mais vontade de comer aquele produto se ver uma foto bem feita, que lhe cause desejo e apetite.

 

5. Por que a fotografia é importante para um restaurante/bar na comunicação com o público?
Uma boa foto vende, independente da área ou tipo de estabelecimento. Qualquer coisa que se comunique com o seu público, precisa de fotos criativas e que chamem atenção e estimule o desejo de consumir aquilo.

 

6. Quais são as suas referências e como você define a linha de fotos que vai seguir com base no cliente de gastronomia que te contrata?
No meu caso, já criei meu próprio conceito de fotografia. Normalmente, nas reuniões de pré-produção, vou montando junto com o meu cliente umas referências para as fotos, sugiro e busco ouvir o que ele espera no resultado. A partir disso, criamos um estilo para aquela sessão. Sigo alguns fotógrafos renomados no mercado e vou montando meu estilo com base nas referências deles.

 

7. Quais são as tendências na fotografia de gastronomia que você enxerga para os próximos anos?
Cada vez mais as fotos humanizadas tem se tornado uma tendência na fotografia de alimentos. Elas vendem mais, pois a partir delas, simulamos o consumo do produto e isso agrega valor aos olhos do consumidor.

 

8. Quais trabalhos marcaram sua carreira?
Muitos trabalhos marcaram minha carreira, já fiz vários nesses 12 anos de mercado, não consigo lembrar-me de todos. Mas esses com certeza me marcaram muito: Oh My Dog (Orlando), Rasco Steak House, Lanlan, Empório Brownie, Fast Grill, entre vários outros.

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