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Entrevista com Patrick Alex, Chairman da CSI Locações

Redação

Patrick Lima Alex é graduado em Direito pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), pós – graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Mestre em Economia pelo CAEN, da Universidade Federal do Ceará (UFC). Possui formação em Conselheiro para Conselho de Gestão, formação em PNL e hipnose Ericksoniana. É Embaixador da Stella Artois Brasil e professor de Gastronomia na Unifanor.

Foi emancipado aos 17 anos para fundar a CSI Locações, empresa que atua no mercado brasileiro desde 1999 nas áreas de locação de energia, equipamentos de audiovisual e tecnologia da informação, da qual é CEO.

 

1. Conta um pouquinho da sua história, o que o motivou a empreender?

Meus pais se separaram quando minha mãe estava grávida e não tive convivência com meu pai biológico. Meu pai sempre teve muitos recursos financeiros, mas a vida dele girou em torno do dinheiro, portanto sempre que o procurava ou minha mãe ele achava que era por causa do dinheiro.

Aos 9 anos resolvi trabalhar e coloquei na minha cabeça que um dia iria ter muito dinheiro para mostrar ao meu pai que o queria dele não era o dinheiro e sim o carinho de pai, então comecei a empreender, era carteiro do prédio, fazia adesivos, pulseiras e já tinha minha independência financeira aos 9 anos.

Depois entrei na monitoria de informática, no colégio, e logo comecei a dar aulas particulares. Trabalhei com gravação de CD, até os 16 anos e vi que não era isso que queria pro meu futuro (ganhei bastante dinheiro na época), mas tive a ideia de lançar um plano de saúde para computadores e foi quando nasceu o projeto da CSI, que na época era Holding informática.

Peguei dois amigos e fui panfletar no sinal, vendendo meu plano de saúde para informática, no dia seguinte já tinha fechado meu primeiro contrato de manutenção em um hotel, o qual vi oportunidade de um diferencial no mercado: dar manutenção 24x7x365. Achei oportunidade nesse mercado e investi na área de hotelaria, onde tive chances de explorar locação de computadores e equipamentos para eventos e surgiu a CSI – Centro de soluções em informática, que logo virou Centro de Soluções inteligentes.

 

 

2. Dentro das atividades da CSI, você trabalha com a locação de equipamentos para eventos, quais os principais desafios enfrentados no período de pandemia e quais as estratégias adotadas para driblá-las?

Os desafios foram todos imagináveis e inimagináveis. Tudo aconteceu fora do previsível e tivemos que criar um comitê de gestão de crise para reinventar a empresa.

Criamos novos produtos e extinguimos outros. Seguramos nosso quadro de colaboradores por 3 meses, na esperança de um retorno e logo depois tivemos que mudar tudo.

No final, transformamos uma empresa tradicional que trabalhava com commodities e serviços em uma empresa digital com serviços online.

 

 

3. CSI é um grupo de 3 empresas: CSI Energia, CSI Audiovisual e CSI Outsourcing, hoje qual a representatividade delas dentro do grupo, pode ser em porcentagem, e qual a expectativas de crescimento para o próximo ano?

Ao contrário do que muitos pensam o Outsourcing de TI sempre foi o maior percentual de faturamento da empresa, muitas vezes, passando dos 60%. Hoje esse cenário mudou, os grandes fabricantes viram oportunidade no mercado de outsourcing e resolveu concorrer conosco, o que nos levou a explorar novos serviços e produtos. Audiovisual representava, ante da pandemia, cerca de 20% e hoje apenas 2% e energia leva a outra fatia.

 

 

4. A CSI tem feito investimentos na área de tecnologia. Quais os principais desafios em se trabalhar com tecnologia e trabalhar com tecnologia no Ceará? E quais os projetos da CSI nesse setor?

Acho que o principal desafio encontrado no Ceará é o cultural. Quando falamos de startups e novas tecnologias, falamos de empreender e de resiliência e encontrar pessoas com esses requisitos é a nossa maior dificuldade. As pessoas viraram “tarefistas” e o perfil que precisamos é o do “inovacionista”.

 

 

5. A CSI também tem um olhar especial para a inovação – tanto que acabou de receber a certificação ISO 56.002, de melhores práticas de gestão da inovação – e para a Sustentabilidade, a exemplo o Selo Verde, recém recebido do Instituto Internacional Chico Mendes, por adotar as melhores práticas de sustentabilidade. Fala um pouquinho sobre esses dois pilares, qual a importância deles dentro da empresa e os projetos em andamento.

Acreditamos que nossos negócios iram ser extintos por novos processos, novos produtos ou novas tecnologias, isso pode levar um ano, cinco ou dez anos, mas isso irá acontecer e nosso pensamento é: “Se alguma empresa vai criar um produto ou tecnologia que irá acabar com o nosso negócio, porque não podemos ser nós mesmos?” E por isso criamos um núcleo de inovação dentro da CSI.

A ISO 5600:2 foi por acaso, estávamos procurando as melhores práticas de inovação e nos deparamos com o rascunho da norma, que ainda estava para ser lançada. Aplicamos toda a norma para termos um padrão internacional de inovação e quando a norma foi fizemos a auditoria para validar os nossos processos.

Fizemos a auditoria por uma certificadora Australiana e passamos com quase 100% dos requisitos preenchidos, sendo a primeira empresa do mundo a ter a certificação. Para nós, o mais importante desse processo todo foi ter padrões internacionais de inovação dentro da nossa empresa.

Nossa empresa sempre buscou as melhores práticas, ser mais sustentável, mais eficiente e mais rentável e por isso sempre adotou reciclagem de lixo eletrônico, reaproveitamento de água e eficiência energética. Hoje nossa empresa reaproveita água pluvial, dos aparelhos de ar-condicionado, funciona 100% com energia solar, fardamento dos colaboradores é de fibra de garrafa pet, dentre outras ações.

Quando conhecemos o selo verde, solicitamos a auditoria para validar o nosso processo. Para nossa surpresa nós tínhamos 86% dos pré-requisitos que nos qualificaria para ter o selo, então resolvemos participar da certificação e ganhamos o selo ouro de sustentabilidade do instituto chico mendes.

 

 

6. Como a CSI tem buscado se diferenciar dos concorrentes?

Possuímos um tripé que é o que nos guia para fazermos como fazemos, que são os valores, missão e propósito.

Mudar a vida das pessoas é o nosso propósito e com isso toda a nossa entrega gira em torno desse disso é a nossa base, nosso alicerce.

Quando realizamos um trabalho, pensamos em como aquele trabalho poderá afetar a vida das pessoas envolvidas, cliente, colaboradores, fornecedores e tentamos fazer com que isso seja uma experiência gratificante para todos os evolvidos.

Acredito que essa é a principal forma de nos diferenciarmos dos nossos concorrentes.

 

 

7. Falando em comunicação, quais trabalhos e mídias a CSI se utiliza para expandir a comunicação da empresa?

Migramos nossa comunicação 100% para o digital. Hoje trabalharmos com todas as redes sociais e e-mail mkt.

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