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Entrevista com Isabelle Bento, Gerente Executiva no Banco do Nordeste do Brasil S. A

Redação

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará. Possui pós-graduação (MBA) em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (2016) e atualmente cursa Mestrado em Administração Profissional na Universidade de Fortaleza (Unifor). Acumula experiência na área de Comunicação, com ênfase em temas como publicidade, comunicação pública, comunicação organizacional, produção audiovisual e assessoria de imprensa. É gerente executiva na empresa Banco do Nordeste do Brasil. Prêmio Top 5 Regional Executivo de Comunicação Corporativa da Região Nordeste 2020, oferecido por Mega Brasil – escolhida por voto direto de profissionais de comunicação de todo o Brasil.

 

1. Como decidiu que gostaria de seguir a carreira da Comunicação?

Vir parar na Comunicação não foi propriamente uma escolha, costumo dizer que fui escolhida pelo Jornalismo. Sabe aqueles caminhos já feitos pra gente e que, na verdade, não nos enxergamos num lugar diferente? Pelo menos naquele momento, aos 17 anos de idade, não me via fazendo algo que não fosse conhecendo pessoas, ouvindo suas histórias e interpretando. É uma visão bem romântica, mas foi exatamente esse romantismo me trouxe pelo braço pra comunicação.

 

2. Sua atuação é no segmento de Comunicação Corporativa, quais os desafios em assumir essa demanda no Banco do Nordeste?

Se tem algo que não falta no ambiente corporativo é desafio, né?! No serviço público não é diferente. A gente tenta acelerar, entregar mais, fazer melhor, e tem dias que a gente consegue. Tem dias que precisa adiar um pouco mais, o que é perfeitamente normal nos nossos ambientes de trabalho – se não for, precisa ser. O fato é que na cultura da urgência, de uma forma ou de outra, sempre deixamos algo pra depois. Quando não o próprio trabalho – chega uma hora em que você precisa dizer pra si mesma “agora não”, o jantar com a família, o encontro com o amigo. Enfim, sempre estamos abrindo mão de algo, faz parte do processo da escolha. No caso do Banco do Nordeste, especificamente, tenho tido a sorte de passar pelas várias vertentes da comunicação na empresa. Produção audiovisual, publicidade, comunicação interna, assessoria de imprensa, prêmio de jornalismo… enfim, um trabalho rico e prazeroso no qual encontro um prazer constante em executar a missão da empresa e, pra isso, envolver pessoas, aprimorar as entregas e inovar.

 

3. Qual a importância da comunicação corporativa para o crescimento da empresa?

A comunicação sempre foi encarada como uma área estratégica para o Banco do Nordeste. A organização já tem uma consciência coletiva bem madura no que diz respeito ao papel da comunicação para os resultados. Muito do que colhemos hoje é fruto de uma geração de grandes profissionais que passaram pelo Banco e, claro, dessa nova turma que herdou uma comunicação robusta e a conduz atualmente com primor. É uma área na qual os técnicos são valorizados, ouvidos e protagonizam suas mudanças, além, claro, das lideranças que buscam se profissionalizar, estão atentas ao mercado, abertas às transformações. É sabido que nem sempre é fácil avançar com rapidez na administração pública, mas o Banco tem um diferencial nesse sentido porque aposta na inovação como uma ferramenta de transformação. E na comunicação não é diferente.

 

4. Que impacto as novas tecnologias têm provocado na comunicação das organizações atualmente?

Ah, os impactos são vários. Entre eles destacaria a velocidade das informações e a fragilidade das relações. Menciono isso porque a comunicação está baseada na troca, né? Trabalhar com informação hoje nos exige precisão, claro, mas velocidade sobretudo. E combinar assertividade com velocidade você sabe que não é uma tarefa tão simples assim. Agora você traz isso pra uma estrutura de governo, onde todos somos profissionais de compliance e precisamos adotar posturas e decisões razoáveis. É desafiador. Inovar nesse cenário acaba sendo instigante.

 

5. Como as empresas estão utilizando o planejamento, a pesquisa e mensuração da comunicação hoje?

Menos do que deveriam. Claro que tivemos avanços nessas etapas, e tudo isso faz parte de uma tentativa de manter o controle. E como a comunicação se apresenta hoje pra gente? Uma seara incontrolável. Uma publicidade sob um ponto de vista impensado, um deslize na compilação de um dado e a sua comunicação pode facilmente se voltar contra a sua marca. A gente vê isso o tempo inteiro. Claro que isso não justifica abrir mão do planejamento ou da pesquisa. Elas devem existir, claro, até porque as decisões precisam estar referenciadas para que se sustentem em termos de esforços e investimentos. Devem inclusive se ampliar não para que justifiquemos nossas apostas, mas para que possamos apostar melhor.

 

6. O Banco do Nordeste do Brasil S. A. é o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina e diferencia-se das demais instituições financeiras, como é trabalhado a Comunicação Corporativo nesse setor público?

Com inovação e protagonismo, diria. Veja só, estamos diante de uma empresa que protagoniza o acesso ao crédito do pequeno ao grande empreendedor. Pra região, historicamente afetada pelas condições climáticas e concentrações econômicas, você consegue imaginar o impacto disso na vida das pessoas? Vamos pegar o exemplo do microcrédito, no qual o Banco do Nordeste fornece o crédito, orienta como utilizá-lo, e isso com condições justas. Justas porque estamos diante de um crédito diferenciado no mercado e que, pro empreendedor no Nordeste, é muitas vezes a saída pra geração da sua própria renda ou da sustentabilidade do seu negócio. Então ter isso que eu chamaria de produto na mão é o filão da comunicação. Quando se tem algo com essa magnitude pra comunicar, e se reconhece que essa comunicação pode chegar ao cidadão e incentivá-lo a adotar uma postura que irá afetar o seu desenvolvimento, é como estar diante de um copo de água depois de andar do Crato a Juzeiro a pé. É quando o fazer comunicacional se mistura com a missão do Banco, em promover o bem-estar das famílias e a competitividade das empresas. O Banco do Nordeste foi certificado em 2020 como uma das melhores empresas pra se trabalhar (GPTW), e esse selo vem atestar a consistência do nosso comprometimento com o trabalho, ou seja, a missão da empresa. É exatamente isso que move os nossos dias na Comunicação, em que nos deparamos com uma agenda dinâmica e nela buscamos imprimir ousadia, consistência e transparência.

 

7. Você ficou entre as 5 melhores Executivas de Comunicação no Prêmio Top Mega Brasil/Nordeste 2020, o que significou para você esse reconhecimento?

Fiquei honrada, surpresa e feliz, claro. O reconhecimento sempre teve um significado de cobrança pra mim, particularmente. Quando alcanço algo é como se ganhasse uma dose a mais de responsabilidade por merecê-lo. E assim encarei a indicação e a premiação desse ano, como uma impulsionadora para um mergulho ainda mais profundo nos temas e práticas que permeiam a comunicação corporativa. Aumenta grau de responsabilidade, sabe? Não só profissionalmente, em relação à minha formação, mas também com os colegas de trabalho, como uma fonte de incentivo e energia. Olhar pro outro, se envolver na causa dele ao ponto de envolvê-lo na nossa é desafiador. E quando se alcança um resultado legal assim o mérito acaba sendo para as trocas diárias. Nessa caminhada tive e tenho a sorte de trabalhar e estudar com profissionais incríveis, fontes de aprendizado e inspiração.

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