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Entrevista com Erikson Nascimento, Gerente de Marketing da Pardal Sorvetes

Redação

Erikson Nascimento é gerente de marketing da Pardal Sorvetes, responsável por toda equipe de marketing e comunicação da empresa. Já trabalhou com grandes marcas, como Google, Uber, Rappi, Sony Pictures, Paramount Pictures, entre outras. Ficou a frente do reposicionamento da Pardal, projeto esse que rede 6 prêmios de design, dentre eles o iF Design Award, o mais importante prêmio do design mundial, considerado o Oscar do Design. Em 2018 foi responsável pela internacionalização da marca através do Catering nos voos do Grupo AirFrance-KLM e grandes Co-Brandinds como picolé de São Geraldo, Sonic e Angry Birds.

 

 

1. Como decidiu que gostaria de seguir a carreira do Marketing?

Eu não tinha decidido 100% que trabalharia com marketing, sempre gostei muito de comunicação mas eu era do mercado de tecnologia, então eu estava por dentro de tudo que acontecia na área de T.I e comecei a trabalhar comunicação, principalmente em eventos, virei produtor cultural, fui tendo contato com muitas pessoas do meio. Em 2008 e 2009 quando o facebook chegou, como eu trabalhava como produtor cultural, eventos e tudo mais, a gente tinha que trabalhar comunicação nas redes sociais, fui me engajando, estudando, fui um dos colaboradores voluntários do Google. Trabalhando com eventos comecei a entender mercado, consumidor, fornecedor, e isso foi me levando até trabalhar com marketing propriamente dito e a comunicação. Foi um processo sendo construído, comecei a prestar consultoria na parte do marketing digital, até chegar à proposta de realmente estruturar um setor dentro de uma indústria, trabalhar as redes sociais, toda comunicação e todo trabalho que se deu aqui na Pardal. Começou no mercado de tecnologia, passou para eventos, entrou a comunicação e isso foi se mesclando me levando ao rumo para tornar-se um profissional de marketing.

 

2. Quais foram os momentos mais marcantes na sua vida profissional?

Na área do marketing, o momento mais marcante da minha vida profissional foi o reposicionamento de marca da Pardal, todo o investimento em branding, design, uma empresa local, das ruas, fez esse investimento. Foi uma mudança muito grande, a gente basicamente mudou da água para o vinho, foi um trabalho com mais de um ano e teve um resultado excelente. Resultado com seis 6 prêmios internacionais, nacionais, bienal, destaque de design em São Paulo, em revistas também, então foi um momento muito marcante para mim. Era um sonho já, fazer o reposicionamento de marca da Pardal, já sabia o potencial da empresa, todo o cuidado que ela tem com os colaboradores, meio ambiente, uma história muito linda de empreendedorismo, produto excelente, a marca muito simpática, então esse momento foi o mais marcante. Um desafio e um sonho muito antigo que eu tinha e que deu muito certo porque o reposicionamento é uma responsabilidade muito grande, então toda essa visibilidade foi resultado do sucesso, entramos em novos mercados, viramos fornecedores do Grupo Air France KLM , fechamos duas parcerias internacionais com a Paramount Pictures, depois com a Sony Pictures, então todas essas consequências me traz muito orgulho e até hoje a gente colhe os frutos, a marca com cinco anos de reposicionamento e a gente ainda tem muito que atuar no mercado com toda comunicação e estratégias.

 

 3. Quais os principais desafios que surgiram estando à frente da gerência de marketing da Pardal Sorvetes?

Um desses principais desafio foi o reposicionamento de marca da Pardal porque demandava muita responsabilidade, eram muitas horas de trabalho e muito estudo. Vários fornecedores envolvidos, agência de design, produtora, fotógrafa, assessoria de imprensa, fornecedor de eventos, era muita gente envolvida nesse projeto, então unir todas as pontas para sair tudo certo era uma responsabilidade grande. Outros desafios são essas parcerias internacionais porque existe uma exigência do cliente, então a gente tem que fazer algo bem feito para conseguir fechar várias parcerias. Também existe o lado desafiador da gestão de pessoas, manter uma equipe motivada, hoje não temos agência, trabalhamos com a ‘house’ internamente, são publicitários, designers, jornalistas trabalhando em conjunto então o desafio é manter a equipe motivada, fazer acontecer o trabalho interno. Sempre tentamos manter a essência da Pardal, simplicidade, então esse é um dos desafios também.

 

4. Você foi responsável pelo reposicionamento da marca Pardal, projeto com 6 prêmios de design, dentre eles o iF Design Award, o mais importante prêmio do design mundial. Como foi para você ter essa conquista?

A gente ficou muito feliz. O prêmio foi a validação final porque é uma conquista de todo mundo, funcionários, diretoria, fornecedores, escritório de design que criou o conceito e embalagens, toda a empresa. Ter um reconhecimento desse internacional foi um carimbo de que deu muito certo e que foi muito bom. Estamos dando voos gigantes com isso, o prêmio é a validação final de um projeto de excelência, é um prêmio não só da agência mas de toda empresa que participou do processo.

 

5. Esse ano foi desafiador, como foi para o setor se manter ativo e continuar se relacionando com os clientes durante a pandemia?

Esse ano foi atípico, a gente já tinha todo um planejamento estruturado para o primeiro semestre, lançamentos, novas parcerias de filmes e produtos, mas devido a pandemia acabou tendo que ser adiado para ano que vem. Ainda bem que conseguimos lançar o picolé de São Geraldo em janeiro que gerou repercussão no mercado, mas nesse período tivemos que nos reinventar, investimos bastante em delivery, já estávamos presentes nas plataformas de delivery, ifood, james, rappi, apenas dois distribuidores, mas com a pandemia cadastramos para mais oito. Além disso, lançamos um aplicativo próprio, a Pardal correu contra o tempo para poder ajudar os pequenos negócios que são os distribuidores que vendem no dia a dia para o consumidor então criamos essa plataforma em tempo record, começamos a trabalhar porque antes da pandemia já havíamos trabalhando mas com a pandemia aceleramos, tive que trabalhar 12h a 14h por dia para fazer acontecer e a gente conseguir sair dessa e foi um sucesso. De maio até setembro já vendemos mais de R$ 600 mil reais no aplicativo próprio da Pardal, fora os outros aplicativos, então hoje a gente tem mais de 52 formas do cliente receber o produto em casa através de delivery, são várias lojas, vários aplicativos. Nessa crise conseguimos crescer devido a ela, foi bem desafiador mas conseguimos atravessar essa pandemia muito bem. Infelizmente perdemos vários clientes no interior do Ceará, pequenos negócios, que não conseguiram se manter mais de uma semana que tem comerciante que vive com faturamento do dia então é bem complicado.

 

6. O online possibilitou e ganhou relevância em muitas experiências que eram vividas presencialmente, como você enxerga o comportamento desse consumidor daqui para frente?

Percebemos um comportamento muito positivo, as pessoas começaram a valorizar as relações familiares de ficar mais em casa e essa pandemia fez o cliente repensar muitas coisas. Ficaram mais críticos com o que consomem, empresa, alimentos, higienização de forma geral e começaram a ser mais criteriosos, começaram a valorizar as empresas que tem seus preços justos. Então os consumidores ficaram mais atentos a essas questões, vimos um crescimento muito grande de decoração de casa, do momento em família, ter uma sobremesa para servir ali, então o delivery trouxe essa possibilidade, deu escala para as pessoas ficarem em casa, mas ainda sim terem seus produtos. Os hábitos agora vão mudar, agora principalmente os comerciantes e pequenos negócios enxergaram que não podem correr contra a tecnologia, virou um aliado.

 

7. Com sucesso no sabor São Geraldo, agora a novidade da marca é o sabor Pavê, quais as expectativas quando são lançados novos sabores?

O São Geraldo foi algo muito grandioso, superou todas as nossas expectativas, não só da Pardal, mas da São Geraldo. Quando a Pardal procurou a São Geraldo em março de 2019 a gente veio com a proposta de que com o produto, nem a Pardal e nem a São Geraldo, viria para lucrar em cima dele e sim, reforçar a cultura cearense e toda autenticidade que as duas marcas tem, valorizar o que realmente é da terra, a gente queria resgatar isso e gerar um ‘boom’ no mercado e a ideia foi comprada. Então nos primeiros dezesseis dias foram vendidos 147 mil unidades do picolé, começou uma procura muito grande, conseguimos criar um movimento muito bacana que chamamos de social e cultural, as pessoas começaram a procurar o produto, ir para a rua, movimento meio ‘Pokemon Go’, e também começaram a se reunir em casa para provar o produto. Teve a questão de que se você encontrasse e postasse nas redes sociais, virava um influenciador porque gerava perguntas se era bom, se gostou, as pessoas dizem que a Pardal e São Geraldo quebrou a internet no começo do ano. Então depois de São Geraldo é difícil conseguir toda essa expectativa, mas antes mesmo do São Geraldo a gente tinha lançado o sorvete de Castanha que superou as expectativas, era o mais pedido dos últimos dez anos. Tínhamos um picolé de castanha que era nosso carro-chefe, era vendido mais de 1 milhão e trezentas unidades por ano e pediram para fazer o sorvete, e tecnicamente não era impossível, e em março de 2019 lançamos o sorvete de castanha e vem sendo o sorvete mais vendido do nosso mix. Então o pavê tinha sido muito pedido, investimos no maquinário para ter cuidados com alérgicos ao glúten porque somos preocupados com esse público.

Sobre as expectativas com novos lançamentos, são novas parcerias que estão vindo, a gente acredita que vai dar outro ‘boom’ no mercado, após o São Geraldo outras empresas cearenses procuraram a gente e estamos animados, devido a pandemia adiamos, então ano que vem tem muita coisa bacana que estamos trabalhando para trazer grandes novidades.

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