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Dia Mundial do Rádio: radialistas compartilham transformação do meio

Redação

Neste sábado é celebrado o Dia Mundial do Rádio, data que homenageia a primeira transmissão do programa da Rádio das Nações Unidas em 1946. O verdadeiro objetivo da comemoração é conscientizar as grandes empresas de radiofonia, assim como as rádios comunitárias, quanto ao valor do acesso à informação e à liberdade de expressão no setor de comunicações.

 

Um dos meios de comunicação mais antigos, desde sua invenção em 1896, o rádio tem se transformado e hoje, pensar no rádio como algo ultrapassado é um equívoco, pois ele se moldou às novas tecnologias e continua como um dos principais canais de debate, informação, divulgação e emergência social. Segundo a ONU, o rádio permanece como o meio mais dinâmico, reativo e participativo de interação e compartilhamento de informações. O Nosso Meio conversou com três radialistas cearenses sobre a força e transformação do rádio.

 

Segundo Gleryston Oliveira, Radialista, Jornalista, Apresentador de TV e Diretor de Programação das rádios do Grupo Cidade de Comunicação, o rádio segue firme o fluxo das novidades, se adapta, toma outros significados e cria outras possibilidades de produção de conteúdo e propagação sonora. “Eu atuo em rádio desde 1977, quando tinha apenas 14 anos de idade em Cajazeiras na Paraíba. De lá pra cá, tenho acompanhado e vivido as mudanças impostas pelo mundo ao meio rádio. O que me deixa feliz e realizado como cidadão e profissional é que esse veículo não limitou a sua importância a um determinado tempo de existência. Pelo contrário. A prova disso são os podcasts e serviços de streaming, que além de possibilitarem o fácil acesso via internet, encontraram no rádio o parceiro ideal para que juntos conquistem milhões de consumidores. Ou seja, o rádio acabou se beneficiando com as novas tecnologias”.

 

A jornalista e radialista, Maísa Vasconcelos do O Povo CBN conta que um dos exemplos dessa força do rádio foi durante a pandemia, “nós vimos uma procura por informação, informação com credibilidade, e o rádio sempre teve essa aproximação com o público, seja no rádio em cima do móvel da sala, no carro, hoje existem aplicativos, tudo ficou mais amplo. Isso mostra que o rádio tem muito vigor e que ele se mostra pronto para seguir ampliando”, explica.

 

 

De acordo com Daniella de Lavôr, jornalista e locutora na Rádio Verdes Mares, o rádio vai além da notícia, da informação, do entretenimento. “Rádio é colo, é companhia, é abraço de longe, é distância encurtada. O rádio cria laços que nenhum outro veículo é capaz. O rádio está no carro, no meio do caos do trânsito, está em casa, durante a faxina, está na madrugada, aliviando a insônia ou a solidão”, diz a jornalista.

 

“Depois da internet, o mistério do rádio ficou no passado. As duas linguagens se abraçam aproximando ainda mais os ouvintes dos locutores e mostrando que o rádio, além de ser o veículo mais rápido, é também o mais agregador. Porque hoje somos – além da voz – imagem também”, finaliza Daniella de Lavôr.

 

Crescimento da Audiência

De acordo com a empresa Kantar Media Ibope, em 2020 o Rádio atinge cerca de 78 % da população Brasileira. Neste sentido, entre os principais motivos destaca a credibilidade que as emissoras têm passado no período de pandemia. Portanto, a Rádio se destaca por entregar notícias com veracidade e velocidade.

 

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