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Dia do escritor – Nosso Meio apresenta 3 nomes da literatura cearense

Redação

Seja disponível na versão física ou digital, o livro é um item indispensável para uma melhor compreensão do mundo. Além de permitir o acesso a grandes histórias e trazer conhecimento de inúmeras naturezas, ele também é instrumento de contato entre culturas, hábitos de vida e costumes de inúmeras épocas e sociedades. Mas, para que eles existam, precisamos contar com o empenho e entrega de profissionais escritores, eles que são intitulados de mestres, trazem diversos temas à tona e nos fazem viajar pelo mundo da leitura. 

 

É por esse fato, que comemoramos em 25 de julho, o Dia Nacional do Escritor, data escolhida pelo ex-ministro da Educação e Cultura Pedro Paulo Penido, em 1960, para homenagear escritoras e escritores brasileiros, em homenagem à realização do I Festival do Escritor Brasileiro, patrocinado pela União Brasileira de Escritores (UBE), que ocorreu em 25 de julho de 1960.

 

Pensando nisso, separamos 3 nomes da literatura cearense para enaltecer e apresentar um pouco das suas histórias e caminhada como escritores e literários. 

 

            1. Diego Gregório 

O primeiro livro do escritor é intitulado “Coisas que você mesmo poderia ter dito”.

É um livro de poesia que teve uma linda acolhida de público e crítica em vários estados do país. 

 

Segundo o escritor, que também é jornalista, as pessoas viram a comunicação de forma diferente durante a crise da pandemia e que eles, como profissionais cumpriram um papel muito importante: o de manter as pessoas conectadas e no combate às fakes news. “A imprensa foi muito atacada e desacreditada, mas provamos nosso valor.”

 

Na literatura, Diego já adianta que está escrevendo seu segundo livro de poesias e alimentando a ideia de escrever um romance. Na comunicação, segue querendo contar as histórias lindas dos seus clientes. 

 

              2. Julie Oliveira 

Cordelista, pedagoga, produtora cultural e editora, a profissional possui 10 livros editados e distribuídos nacionalmente em programas de educação. Em 2010, teve sua obra “A Cigarra e a Formiga – Nova Fábula em Cordel” classificada no Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel – Edição Patativa do Assaré (MINC), o que lhe permitiu destaque nacional ao lado de grandes nomes do cordel. O livro Branca de Neve em Cordel (IMEPH), também com bastante repercussão, foi distribuído por todos os municípios cearenses através do PAIC (Programa de Alfabetização na Idade Certa).

 

Como agente e publisher, possui consolidada trajetória, tendo editado e coeditado cerca de 100 títulos, dentre eles o primeiro livro do global Bráulio Bessa intitulado “Poesia com Rapadura”, obra esta considerada um best-seller com mais de 100.000 mil exemplares vendidos.

 

No ano de 2019 lançou o cordel “Mulher de Luta e História” em SP e também na Bienal Internacional do Ceará. O cordel já está em sua 3ª tiragem, e é um dos mais vendidos da autora.

 

Ministrou oficinas de cordel em grandes festivais cearenses como o MALOCA DRAGÃO, FESTIVAL VIDA & ARTE, e para instituições como o SESC (CE), CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e IJCPM (Grupo RioMar Shoppings).

 

No momento atual, desenvolve consultorias editoriais e pedagógicas (para empresas do Ceará e outros estados), ministra aulas ligadas ao mercado e oficinas-cursos de cordel, através de sua produtora, a Ganesha Produções, bem como, é ativamente engajada em movimentos ligados a difusão do cordel feminino, como o coletivo Cordel de Mulher (@cordeldemulher).

 

De acordo com Julie, a arte nunca foi tão necessária, e muita gente pôde perceber isso no momento em que vivemos, afinal, o consumo de arte é um respiro diante da realidade. “Apesar do cenário de pandemia, e das poucas políticas públicas de incentivo existentes, muitos artistas se reinventaram e puderam através da internet disseminar ainda mais suas ideias, alcançando assim os públicos mais diversos.”

 

Atualmente a escritora escreve um novo livro, o primeiro que mescla outros gêneros (além do cordel), como também, está organizando seus materiais (livros e outros produtos) que serão disponibilizados em breve em um site com lojinha virtual. “Os planos para um futuro próximo é lançar o livro que está em processo de escrita, continuar me qualificando enquanto escritora e compartilhar um pouco dessa caminhada com jovens escritores.” – finaliza ela. 

 

             3. Talles Azigon

Trabalha profissionalmente como poeta e escritor desde 2012, mas antes disso já escreveu para sites e blogs. Tem 5 livros publicados, de poemas e participações em diversas antologias de poesia e contos. Segundo o escritor, o seu trabalho como poeta é o que tem mais destaque, principalmente com micropoesia e com literatura marginal periférica.

 

Para o profissional, ser escritor no Ceará é desafiante, contudo o cenário tem melhorado. Mas ainda há muita carência de fomento e de espaços de projeção e divulgação da literatura cearense.

 

“Com Esperança, percebo que aos poucos existe uma maior procura e valorização do que é produzido no Ceará, porém ainda estamos distantes de um cenário ideal. Ainda somos carentes de investimento público e de cobertura da mídia, assim como inserção da literatura cearense contemporânea no sistema de educação do Estado” – ressalta ele.

 

O autor destaca que concluiu recentemente a sua “Trilogia Saral” e que agora está  trabalhando nos meus próximos dois livros. “Também tenho pensando muito em começar a escrever para outras plataformas, como podcast e audiovisual. Quem sabe…” – finaliza ele. 

 

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