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Como minha empresa pode ser mais inovadora?

Redação

 

Um termo tão amplo como “inovação” precisa de um olhar mais objetivo e prático para que os gestores dos negócios possam entender, de fato, como ser mais inovadores.

 

“Como posso ser mais inovador?” Essa é uma pergunta recorrente.

Acontece em todos os segmentos, com negócios de todos os tamanhos e estilos.

 

E não é por menos.

 

Sempre que um gestor acessa notícias sobre negócios, a palavra inovação está presente no centro das iniciativas que deram certo. Inovação em negócio. Inovação em produto. Inovação em tecnologia. Inovação em comunicação.

 

Inovação virou uma palavra de desejo.

Um conceito almejado por todos que querem ter sucesso nos negócios.

 

Mas virou também uma grande angústia.

Porque apesar de ninguém duvidar que a inovação seja essencial, poucos sabem – na prática – como o próprio negócio consegue atuar e ser reconhecido como inovador.

 

Então assumimos aqui a difícil tarefa de tentar descrever o que faz um negócio inovador, apesar de toda ambiguidade e subjetividade que o termo “inovação” possa trazer.

 

1) Inovação tem a ver com inquietude

A primeira coisa que diferencia empresas “inovadoras” de “não-inovadoras” é um sentimento muito peculiar de inquietude. Essa inquietude é mais que uma capacidade, é quase uma força motriz. No coração de gestores inovadores existe sempre uma curiosidade saudável, uma aversão à estagnação, uma luta contra a inércia.

 

Gestores inovadores são sempre inquietos: nunca acham que as coisas estão boas como estão. São gestores que estão em movimento constante. Eles veem o planeta rodar e querem estar na mesma passada que o mundo está. Eles pagam o preço de se manter atualizados.

 

Gestores assim enxergam o negócio como um movimento, nunca como uma placa que se fixa no solo. E por isso mesmo atualizam constantemente seus produtos e serviços, suas formas de comunicar, seus canais, suas parcerias, seus sistemas….

 

2) Inovação tem a ver com liderança

Nós sabemos que “o olho do dono é que engorda o gado”. Quando se trata de uma mentalidade inovadora não existe negócio de vanguarda com líderes obsoletos e sem tesão pelo novo.

 

A inovação não funciona quando ela começa apenas na equipe. Não vai para frente quando está a cargo apenas dos colaboradores. Inovação está no solo de todos os negócios: na fundação, na base. Sem um solo inovador, não adianta contratar gente nova e moderna esperando que elas façam seu negócio dar uma reviravolta.

 

Essa é uma verdade dura. Mas ainda assim uma verdade: o negócio só vai ser inovador quando os proprietários do negócio assumirem toda a responsabilidade para tal. Assumirem os riscos. Assumirem os investimentos.

 

Não existe Royal Flush se ninguém pagar para ver.

 

3) Inovação tem a ver com processo

Isso mesmo! Processo!

Por mais que a criatividade e as conexões cerebrais não sejam lineares, para fazer acontecer é preciso criar um fluxo minimamente viável.

 

Empresas de sucesso não são feitas apenas de boas ideias, mas de boa gestão, de mão na massa, de gente que consegue fazer acontecer.

 

É fácil ter boas ideias. Tirá-las do papel é que é o grande desafio.

 

Os processos em inovação ajudam o negócio a coletar boas ideias, agrupar, avaliar, priorizar e decidir em quais delas investir. Gestão da inovação é a habilidade de acompanhar, acelerar, modificar e implementar boas ideias. Avaliando resultados. Cobrando prazos. Estipulando critérios que decidirá quais ideias o negócio deve manter vivas e quais ideias deve matar.

 

Gestão da Inovação exige visão do todo. Exige métodos ágeis. Exige mentalidade startup. E, acima de tudo, exige um pragmatismo assertivo para conseguir desembrulhar a boa inovação do tanto de empecilhos, resistências e falta de coragem que uma organização pode ter em algumas ideias.

 

Há muito mais detalhes que faz um negócio inovador.

Mas aqui acima estão os três pilares que vemos como essenciais: inquietude, liderança e processos. Todo oi resto se desenrola daí. E cada empresa vai formatando o seu próprio jeito de fazer acontecer.

 

No final das contas, a inovação não deixa de ser um risco.

 

Mas o risco de ficar parado – pode ter certeza – é muito maior.

Até a próxima.

 

Neste espaço, quinzenalmente e sempre às segundas-feiras, Céu Studart e Thiago Baldu da Desencaixa Inova trarão reflexões, inquietações e orientações sobre futurismo e adaptabilidade.

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