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Big Brother Brasil e o impacto da imagem dos participantes nas marcas

Redação

Um novo relatório da empresa TunAd, especializada em publicidade e marketing, aponta que as marcas que têm recebido exposição no Big Brother Brasil têm também registrado picos de buscas na internet. A C&A, por exemplo, registrou alta de 9.895% no número de buscas online, enquanto a Avon teve crescimento de 4.968%. O sucesso da nova edição do Big Brother Brasil – o reality show da Globo onde famosos e anônimos são confinados e convivem em uma casa vigiada 24 horas por câmeras – está tão grande que já existe até uma “fila” de anunciantes.

 

As empresas disputam a oportunidade de inserir suas marcas nos espaços publicitários de intervalo, mas também em provas e festas dentro da casa, além de nos canais nas redes sociais. Segundo o Estadão, que teve acesso a um “manual” de anunciantes com a tabela de preços dos espaços publicitários no programa, o valor chega na categoria “master” de anúncios a R$ 78 milhões.

Esse foi o preço desembolsado pela Avon, uma empresa de cosméticos do grupo Natura, por exemplo, para fazer ações especiais no programa. Mas ela não está sozinha: Americanas, Amstel, C&A, McDonald’s (que “roubou” o lugar do rival Burger King na casa), Procter & Gamble e Seara são as donas das principais cotas de anúncio do reality show global.

A chegada da Avon também marca a presença da primeira patrocinadora no segmento de beleza. “O BBB20 mostrou-se uma grande e poderosa plataforma para gerar conversas importantes para a sociedade e temos muito a acrescentar a esses temas, já que defendemos essas causas há 135 anos. Além disso, será o momento de reapresentar a Avon ao Brasil, uma companhia de maquiagem centenária, que se reinventa e se adapta a cada geração”, afirma Viviane Pepe, diretora de Comunicação da Avon Brasil.

De acordo com o Estadão, a segunda categoria de investimentos, apelidada “anjo”, prevê investimentos na casa dos R$ 59 milhões. Os mais baixos são para ações no Twitter, que saem por R$ 150 mil. Nesta edição, o BBB replica a fórmula de sucesso anterior em que juntou anônimos a figuras relativamente conhecidas do público. Neste ano, por exemplo, os cantores Fiuk e Projota e a atriz Carla Diaz integram o elenco dos famosos.

 

A Coca-Cola patrocinou a prova no Big Brother Brasil e quem teve repercussão foi a Pepsi, já que os internautas não gostaram de ver Karol Conká vencedora na prova do líder. Apesar de “Coca” estar entre os assuntos mais comentados no Twitter, as pesquisas por Pepsi dispararam no Google nas horas seguintes a exibição do programa. Nas redes houve comentários como “O marketing mais barato e bem feito da história da Pepsi”.

 

No LinkedIn, a analista de social media Arielly Costa Falcão publicou a imagem acima junto com a análise: “A busca pelo termo Pepsi subiu – e ainda está subindo – absurdamente em pouco tempo. A marca está sendo citada em todos os cantos. O patrocínio (até onde sabemos) custou à Coca mais de 70 milhões. A reverberação positiva custou à Pepsi zero reais. Mais um exemplo muito bacana de como o impacto de uma marca pode respingar em outras, para o bem ou para o mal”.

 

 

A Americanas, que renovou o patrocínio, teve um crescimento de 390% no volume de downloads do app Americanas durante todo o programa, comparado com o mesmo período de 2019. Além disso, segundo a Shareablee e Socialbakers, a Americanas ficou no Top 3 das marcas que tiveram maior volume de engajamento nas redes sociais no período de transmissão no ano passado.

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