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Agências Cearenses se manifestam contra projeto que veta propaganda com pessoas LGBTQIA+

Redação

O projeto de lei pretende proibir a presença de pessoas LGBTQIA+ ou famílias homoafetivas em publicidade “voltada para crianças”

 

Nesta quinta-feira, 22, será a votação do Projeto de Lei 504/2020 de autoria da deputada estadual Marta Costa, do PSD, que tem como premissa “proibir publicidade que faça qualquer tipo de alusão a preferências sexuais e outros movimentos relacionados à diversidade sexual.”

 

 

A Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) emitiu uma nota de repúdio, na qual afirma que a proposta é inconstitucional por “impor discriminação à liberdade de expressão comercial e ao direito de orientação sexual”. Além disso, a Abap declara que o PL é uma tentativa de “censura de conteúdo, abrindo um precedente perigosíssimo para a liberdade de expressão e aos direitos de minorias”.

 

O Head de Criação da Ipanema Comunicação, Mário Dias, afirma que é inadequado grupos sociais serem excluídos e colocados “para debaixo do tapete” em pleno século 21. “O que vemos acontecendo com a votação deste PL, é um retrocesso que fere o direito de diversas pessoas de simplesmente existir. A representatividade, em seus mais diversos meios e formas, é uma ferramenta que ajuda a combater estigmas e preconceitos na nossa sociedade. Estamos em todos os lugares, somos cidadãos como quaisquer outros e não podemos deixar nos censurar. Nos posicionamos, pois na Ipanema Comunicação, temos um ambiente de muito respeito e sem rótulos, com diversas pessoas LGBTQ+ incríveis compondo o time, realizando um trabalho sensacional. Esta discussão vai muito além da propaganda, estamos falando sobre o direito de ser, de existir e de estar. Mas, com todos juntos, somaremos mais uma vitória nesta batalha! Afinal, o amor sempre irá resistir!”, compartilha.

 

De acordo com André Mota, Diretor da Bolero Comunicação, a propaganda e a publicidade faz parte da sociedade. Uma sociedade que está constantemente mudando e em evolução. “É claro que nós, que fazemos e somos parte da propaganda, estamos integrados nessa sociedade e temos um papel em sua construção que, lembramos, é algo que acontece sem parar, todos os dias. O projeto proposto na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo não reflete a opinião da maioria das pessoas, ao pretender apagar e invisibilizar uma parte da sociedade, a população LGBTQIA+. Acreditamos que a publicidade tem um papel importante na sociedade e contribui para que ela se torne mais justa e humana. Ao incluir minorias nas propagandas estamos ampliando seus espaços e sua voz, tornando-as mais visíveis e integradas. Não há motivo real para que isso não aconteça. Na Bolero olhamos, sempre, para a direção de uma responsabilidade criativa. Dentro de cada campanha que criamos, de cada estratégia que concebemos, buscamos contribuir para uma visão de mundo com mais dignidade e respeito para as pessoas. Todas elas. Assumimos nosso papel de participar dessa feitura diária de um mundo melhor, sem nos omitir desse trabalho e fazendo isso com alegria, determinação e criatividade. Desejamos que o mundo mude, e estamos, com nosso trabalho, colaborando para essa mudança”, ressalta.

 

“Aqui na Mulato, a gente sempre apoiou a diversidade desde o primeiro dia de empresa, nós já nascemos com essa cabeça plural. Sempre fomos uma agência das minorias, sempre levantamos essas bandeiras, chegamos a ter 40% da nossa equipe LGBTQIA+. Nós sempre apoiamos a causa, em todas as datas comemorativas e também na prática, no dia a dia, proporcionando o lugar onde as pessoas aqui podem ser quem realmente elas são, quem realmente elas querem ser. Sempre tivemos um programa que a gente tem a disposição, onde a pessoa pode escolher ou não usar um crachá com as cores da bandeira LGBTQIA+, ele está a disposição para quem deseja usar. E, de fato, o que foi sugerido na Assembleia de São Paulo, é algo retrógrado e totalmente desconexo com a atualidade do mundo que a gente vive, onde a gente tem uma busca constante sobre a igualdade, aprovação da adversidade e isso é totalmente retrocesso. A comunicação tem que ser vista como um grande facilitador das minorias, uma grande ajuda, contribuição e não como uma exclusão”, esclarece Thiago Façanha, Diretor da Mulato Comunicação.

 

O tema movimentou as redes sociais. Muitas  agências de publicidade do mercado nacional e local se posicionaram contra o PL, com posts nas redes sociais, com a hashtag #PropagandaPelaDiversidade. Confira algumas publicações abaixo:

 

 

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Artigo de Opinião

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