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Agências Cearenses e a Pandemia: diretores compartilham cuidados com a equipe

Redação

As agências de comunicação precisaram se reinventar, traçar estratégias para que os trabalhos continuassem e se adaptar ao home office, devido ao isolamento social causado pela pandemia. Gestores estão agindo com cautela e, diariamente, fazendo análises, iniciativas de retomada e planejamento para o novo cenário.

 

Com o crescimento da presença digital, as demandas dos clientes se intensificaram, foi necessário criar estratégias para lidar com a pandemia. O Nosso Meio inicia hoje uma série de matérias sobre como as agências cearenses estão lidando com esse momento. Nessa primeira publicação, falamos com a Flex And Comunicação, EBM Quintto e Delantero Comunicação.

 

Agência Flex And Comunicação

De acordo com André Nogueira, CEO e Diretor Geral de Criação da Flex And Comunicação, a pandemia fechou as portas da agência literalmente. As salas alugadas ficaram imobilizadas, todas as vagas na garagem ficaram sem uso, custos fixos altos e tudo sem uso. “Para aumentar o problema, estávamos de mudança para uma sede maior, o projeto pago, contrato com locador em andamento. Como pagar por algo que não saberíamos quando usar e se precisaríamos daquele grande espaço? Todo foram para casa no dia 18 de março de 2020. Nenhuma certeza, assim como as telas e os papéis em branco que encaramos todos os dias em busca das melhores ideias. Precisaríamos agir rapidamente e ser parte do enfrentamento ao problema gerado pela pandemia para todos, para nós, para nossos clientes”.

 

André conta que a primeira decisão da agência foi comunicar a todos os seus funcionários que ninguém seria demitido “Falamos que não cortaríamos ninguém, que juntos, iríamos sair dessa, ficaremos em home office por tempo indefinido e emprestaremos máquinas, mesas e cadeiras a quem precisar”, explica.

 

Com foco em buscar soluções, André compartilha que foi pensado construir um modelo futuro híbrido de trabalho, o que fez a Flex And Comunicação mudar para um dos melhores prédios da capital do Ceará, o WSTC. A decisão foi tomada com todos os funcionários, que se adaptaram de forma positiva ao home office, que mais tarde foi renomeado como “Anywhere Office”. “Decisões tomadas, hora de ação e conseguimos. Mesmo em um período tão turbulento no mundo, conseguimos fazer nossa operação avançar em várias cidades, mesmo não estando presencialmente nelas. Em média, nosso time perdia de uma a duas horas por dia em trânsito para chegar na agência. Reduzimos a zero. Sem contar na redução de vale transporte. Passamos de 12 clientes fixos para 21, até o momento, sem prospecção. Conquistamos também campanhas políticas com equipes remotas trabalhando para até 6 municípios simultaneamente. Antecipamos nosso horário em meia hora, tanto de manhã como no final do dia. Completamos um ano de home office em março de 2021. Nos primeiros 3 meses já temos 9 novas contratações. Desde antes do carnaval suspendemos as reuniões presenciais da equipe, de maneira indefinida, enquanto perdure o crescimento dos casos de Covid em Fortaleza e no Ceará. Nenhum colaborador nosso de Fortaleza pegou a Covid em um ano de pandemia, apenas um de Sobral, que nunca participou de reunião na agência”, comemora.

 

Agência EBM QUINTTO

O sócio-diretor, Thiago Peixoto, destaca “nós entendemos a gravidade da pandemia e corremos para nos estruturar para o atendimento e a execução do trabalho remoto. Considero que mesmo diante do quadro emergencial, foi um sucesso, uma vez que nós tínhamos adotado uma série de medidas e investimentos para viabilizar o home office. Quando houve a flexibilização no segundo semestre de 2020, retornamos apenas com parte do setor criativo, e a pontual a presença de outros colaboradores em campanhas mais complexas que necessitava a integração do time e da velocidade de respostas. No ultimo lockdown, rapidamente conseguimos retornar ao home office, uma vez que a sistemática já existia e ainda era executada por boa parte do nosso time”, explica.

 

“No ambiente da agência, adotamos medidas de segurança com testagem em massa, medição de temperatura, tapetes especiais, distribuição de mascaras, totens de álcool em gel espalhados por todos os ambientes, distanciamento e divisão dos postos de trabalho e sanitização semanal de toda nossa sede”, compartilha Thiago.

 

Agência Delantero Comunicação

Segundo Marcel Pinheiro, sócio-diretor da Delantero Comunicação, a agência adotou medidas de segurança do trabalho logo de imediato. “Nós conhecemos pessoas de outros países, comunicadores da Europa com quem a gente tem contato por termos trabalhado lá, e vimos que o movimento que acontecia lá, aconteceria aqui também. Então, nos antecipamos e logo nos primeiros dias, tanto da primeira onda, quanto da segunda onda da pandemia, adotamos o home office. Nesses termos de segurança do trabalho tomamos todas as medidas, fizemos uma testagem coletiva, a gente adotou todo o uso de máscaras, álcool e também enviamos para os colaboradores toda a parte de máquina, de mobiliário, tudo que eles precisavam para trabalhar bem”, conta.

 

“Criamos uma série de projetos que serviriam para amenizar um pouco desse momento difícil e também para impulsionar um pouco a equipe, fazer com que ela se motivasse. Isso na primeira onda, eu diria que funcionou muitíssimo bem, apesar da incerteza que existia naquele momento. Era um período em que as lives eram novidade, em que se consumia esse produto com muita voracidade e as pessoas gostavam do conteúdo. Fizemos entrevistas, colocamos os colaboradores para realizarem as entrevistas também, com convidados especiais, atores, compositores, gente de outras áreas e assim abriu um pouco do leque para o mercado e também para a gente mesmo entender o que que estava acontecendo”, explica Marcel.

 

O sócio-diretor conta que nesse segundo momento da pandemia, percebeu uma certa exaustão do produto live e que os colaboradores e clientes estavam precisando mais de um suporte psicológico, um apoio de saúde mental, de bem-estar de corpo e de mente mais do que qualquer projeto. “Nesse momento foi uma fase mais dura, uma fase em que as pessoas já estavam cansadas e uma fase em que começaram a perder pessoas mais próximas, então era até um pouco dissociado da realidade continuar com projetos de vendas ou projetos de impulsionamento, de o que vem por aí, de tendências. Então, nessa segunda parte, tentamos realmente amenizar um pouco do sofrimento.Nós temos conversas internas com a equipe, com convidados, mas convidados que falam mais sobre psicologia, propósitos, nesse sentido da existência, algo que conforte mais os colaboradores”, compartilha.

 

“Nós procuramos conversar mais entre si para gerar um espírito de time. Então, eu diria que do ponto de vista de segurança do trabalho, nós seguimos basicamente as mesmas medidas, mas do ponto de vista de ferramentas de motivação, de promoção, de publicidade, de atualização, eu diria que a gente fez isso mais na primeira onda porque nós nos preocupávamos mais com o que vinha depois. Mas agora, a gente está pensando mais no hoje, no movimento das pessoas, no que elas precisam para se sentir bem”, finaliza Marcel.

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