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Agências cearenses apresentam tendências para logotipos

Redação

Uma logomarca faz parte da construção visual de uma empresa, sendo importante para criar um bom relacionamento entre a instituição e o cliente. Ter uma logo profissional e que remeta ao segmento do seu negócio, é essencial para consolidação da empresa no mercado, principalmente através da internet. E quem trabalha na criação da identidade visual de marcas precisas estar sempre se atualizando com tendências e o Nosso Meio convidou três profissionais do mercado cearense para falar sobre esse assunto: Tavinho Carvalho (Sócio-Diretor da Bravo/BBG), Thiago Arcoverde (Head de Criação da Engaja Comunicação) e Juvenal Joaquim (Sócio-Diretor da Miligrama Design).

 

Segundo Tavinho Carvalho, Sócio-Diretor da Bravo/BBG, a logo, ou o logotipo, é a principal identificação de uma instituição. Depois de algum tempo ou após anos de atuação da empresa, mesmo já estando consolidada no seu segmento, é necessário desenvolver o que chamamos de rebranding. Tais mudanças são necessárias tanto no posicionamento, quanto na identidade visual. Isso engloba não somente um redesenho da marca, mas consiste também uma em estratégia para as empresas acompanharem os consumidores e transmitir um novo conceito ou posicionamento de marca.

 

“Nos últimos anos, em que os consumidores estão mais ‘smarts’, conectados e constantemente impactados por mensagens em seus celulares e outros meios eletrônicos, algumas marcas têm criado novas roupagens para seus logos e comunicação, tornando-as mais próximas do público no universo digital”, explica Tavinho.

 

Marcas e símbolos que se comportam bem como ícone para aplicativos ou avatar de redes sociais estão sendo mais assertivos e bem aceitos de forma confortável pelo consumidor – claro que sempre respeitando seu segmento de atuação e as características do próprio posicionamento da marca. “O que vimos ultimamente a partir dessas evoluções são marcas mais leves, simples, com menos volumetria e de fácil aplicação. Assim, temos alguns exemplos de grandes marcas, como a Uber, Google, Burger King e Rede Globo. Além das Casas Bahia, que mudaram até o mascotinho para acompanhar justamente a tendência de seus consumidores e a forma como os jovens consomem seus produtos. Essas empresas desenvolveram seu rebranding, continuaram crescendo e sendo referência no mercado”, acrescenta.

 

“Pensando assim, nós, da Bravo/BBG, fizemos todo o rebranding de alguns clientes como a Vale Milk, uma empresa do segmento de laticínios com 23 anos de mercado. Além da mudança da marca, criamos também todas as novas embalagens e promovemos o lançamento de novos produtos. Vale reforçar que o rebranding vai além da questão estética: é de extrema importância para manter as marcas atualizadas, acompanhar as mudanças e seguindo as tendências socioculturais que vivemos”, afirma o Sócio-diretor da Bravo/BBG.

 

 

O Head de Criação da Engaja Comunicação, Thiago Arcoverde compartilha que a consistência de uma marca é importante, pois passa credibilidade e confiança para os clientes. “Marcas que mudam toda hora confundem o público, portanto antes de tomar qualquer decisão de mudança visual para seu negócio, identifique se a tendência realmente vai agregar valor e se tem a ver com o estilo da sua marca, para então decidir mudar ou não. É praticamente impossível prever o que será destaque em termos de redesign de logotipo nos próximos anos, mas é possível traçar uma tendência de acordo com que vem aumentando sua popularidade no presente”, explica.

 

Dentre as tendências, Thiago Arcoverde separa:

 

Comunicação clara/Simplicidade: elementos que apelam para uma sensação de calma, compreensão e positividade em um mundo ultra caótico. Isto inclui focar-se mais em aspectos como cores e fontes, utilizando o mínimo possível de elementos para comunicar a identidade da sua marca.

 

Minimalismo: eliminar elementos excessivos que não atendem às expectativas do público. O fato dos logos estarem com menos detalhes e mais simples, não é apenas uma aspiração dos designers ou apenas uma tendência de design, isso também acontece para que os logotipos possam ser utilizados em diferentes tipos de mídias, se tornando mais fáceis de serem reconhecidos, mesmo em tamanhos pequenos.

 

Caos criativo: posicionar os elementos do seu logotipo de maneira inesperada é uma maneira de chamar a atenção e despertar curiosidade. Além disso, ressalta a criatividade e pensamento inovador.

 

Utilização de tipografias arrojadas: quanto mais elaborada a tipografia, menos você precisa de outro elemento que chame a atenção.

 

Versatilidade: capaz de se adaptar às diferentes formas de aplicação sem descaracterização. Ou seja, a marca poderá ser utilizada em preto e branco, tons de cinza, sobre fundos coloridos ou sobre fotografias sem o comprometimento de sua essência.

 

 

“Tendências existem para serem utilizadas como inspiração, mas antes de escolher qualquer uma delas, o mais importante é entender o público-alvo da sua marca e definir como você quer/deve se comunicar com ele”, finaliza o Head de Criação. Thiago compartilha um rebranding que a Engaja Comunicação produziu para um cliente onde utilizou as tendências na nova marca.

 

 

O Sócio-Diretor da Miligrama Design, Juvenal Joaquim usa como exemplo o rebranding feito para o Instituto Nordeste Cidadania (Inec). “Eles já estavam na segunda identidade visual e tinham o desafio de tornar a sigla do Inec, um nome próprio, queriam ressignificar o nome da marca. E o outro desafio era tirar aquele institucional que tinha na marca anterior, queriam modernizar mas ainda sim, manter a essência. Fizemos um estudo, ouvimos a diretoria, as ONGs, beneficiário e chegamos ao conceito ‘feito de gente’, uma identidade com arquitetura de marca interna”, explica.

“Mantivemos a junção das mãos, mas dessa forma colocamos em forma de coração representando o propósito de cuidar das pessoas. É uma identidade com cores bem vivas e está há mais de um ano na rua, e em 2020 o Inec se tornou uma das ONGs mais importantes do país”, acrescenta.

 

De acordo com Juvenal a Miligrama Design não utiliza as tendências como norteadoras de projetos, utiliza para contextualizar não decidindo o jeito de fazer “todas essas decisões e respostas visuais partiram de uma pesquisa feita com todos os envolvidos do Inec e proposta lançada pelo cliente”.

 

 

 

 

 

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