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Agência Gana chega ao mercado com equipe 100% preta

Redação

Criada pelo redator Felipe Silva, agência pretende desenvolver projetos e campanhas sob novas perspectivas e referências

 

Com objetivo de materializar todo o potencial criativo dos profissionais negros para projetos de comunicação, o publicitário Felipe Silva lança a Gana, agência que tem como premissa ter 100% da equipe preta. Felipe até fevereiro atuava como redator na VMLY&R e também é fundador do projeto Escola Rua, focado em capacitar estudantes publicitários de baixa renda. Sua trajetória profissional inclui ainda passagens pela Miami Ad School como professor, além das funções de redator nas renomadas agências Young and Rubicam e Africa.

 

A Gana busca ligar visões, vivências e referências, a expectativa é a de criar soluções mais conectadas com a realidade dos consumidores, em um País onde mais da metade da população é preta e periférica. Felipe ressalta, no entanto, que a Gana não é uma agência especializada apenas em narrativas ligadas à causa racial. “Não nascemos apenas para criar projetos engajados. A criatividade preta e periférica cria hits todos os dias, mas não fazia isso para marcas porque nunca teve espaço nas agências”, pontua.

 

Com sede em São Paulo, a Gana conta com oito funcionários fixos e outros 30 colaboradores multidisciplinares espalhados pelo Brasil e que são plugados de acordo com cada projeto, nas áreas de publicidade, conteúdo, design, filmes e produção cultural. Além disso, a empresa tem um conselho executivo formado por profissionais sêniores, com anos de experiência em agências de publicidade e negócios de outros segmentos.

 

Antes de seu lançamento oficial, a Gana já coleciona alguns projetos em seu portfólio. Entre eles, o rebranding do veículo Ponte Jornalismo e a campanha de lançamento do canal Trace Brazuca, da Trace Brasil, que usou, pela primeira vez, a música Negro Drama (Racionais Mc’s) em uma campanha publicitária, algo que, segundo Felipe, seria quase inviável conseguir, não fosse a proposta da agência.

 

Sobre modelo de trabalho, a Gana pretende atuar com a criação de projetos mais moduláveis, utilizar metodologias ágeis e de cocriação para entregar projetos com contexto sociocultural, além de montar squads especializados para atender cada cliente de acordo com suas demandas e objetivos do negócio.

 

Apesar de entender a importância do investimento dos grandes grupos na questão da diversidade nos últimos anos, Felipe comenta que prefere apostar em um caminho independente. “Antes mesmo da Gana ser lançada oficialmente, a agência já foi abordada por um grupo de comunicação que queria colocar a gente lá dentro”, conta. O publicitário também diz que não estaria montando uma agência 100% preta se todos os profissionais negros conseguissem acessar as agências de propaganda, principalmente as áreas de criação.

Imagem reprodução Instagram @coletivogana

Conteúdo: Renato Rogenski

*Crédito da imagem destaque: Roger Monteiro 

 

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