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Vacincou Acelerou – Interna

5 regras para a Transformação Digital

Marcos Saurin

Opinião

 

Se, em 2020, medidas para conter a pandemia da Covid-19 acabaram por jogar muitas empresas de paraquedas no mundo da transformação digital, 2021 é o ano delas fazerem um balanço, reavaliarem processos, ajustarem medidas, mensurarem o que fizeram e consolidarem essa transformação, até porque esse é um caminho sem volta. Todas as dicas para ampliar a comunicação com o público-alvo de uma empresa, promover produtos e serviços, estimular vendas, otimizar resultados e melhorar a performance passam por práticas digitais.

 

Mas, embora a necessidade dessa transformação já seja lugar-comum, para muitas organizações isso ainda é ou tem sido algo difícil e complexo. E não é fácil mesmo. Os problemas vão desde resistência de colaboradores a lidarem com as novas tecnologias e processos ao desconhecimento na escolha de parceiros corretos. Por isso, na linha baby steps, mas em versão acelerada, vamos dar 5 dicas para revermos a quantas anda a transformação digital na sua empresa ou para começarmos essa transformação já.

 

1. CRIE UMA CULTURA DIGITAL

Antes de qualquer coisa, é preciso criar ou fortalecer a cultura digital da empresa. Pesquisas mostram que a maior parte das transformações digitais fracassam devido a problemas na cultura organizacional. Por isso, rever processos, estabelecer práticas digitais, treinar e estimular as pessoas a entenderem mais e melhor sobre o universo digital são fundamentais. É preciso lembrar que nem todo mundo, por incrível que pareça, está acostumado com as novas tecnologias e as novas linguagens, sem contar que muitas pessoas simplesmente têm resistência a mudanças. Então, vale a formação de um comitê de profissionais de RH, TI, Planejamento e Marketing ou grupos de trabalho com uma mentalidade orientada para o digital, atuando como facilitadores para que a gestão dessa mudança seja feita de forma estruturada. Essa mentalidade e essa cultura precisam extrapolar os limites da empresa e estarem presentes também quando houver contatos com parceiros, fornecedores e clientes.

 

2. ENCONTRE OS PARCEIROS CORRETOS DE TECNOLOGIA

Nem toda empresa consegue se preparar tão rapidamente para contar com uma estrutura própria para o desenvolvimento da transformação digital. As novidades são tantas, as novas tecnologias surgem tão frequentemente, assim como novos formatos e métricas, que uma empresa que está iniciando seu processo de transformação pode perder mais tempo se agir sozinha. Para isso, há parceiros que podem acelerar essa implementação, assim como ajudar no treinamento do time interno. É necessário, porém, saber exatamente o que se quer dentro desse universo digital para buscar o parceiro ideal. A oferta de especialistas na área é grande e para as mais diversas soluções. Então, uma vez decidido o que se quer, a atenção com o parceiro deve ser concentrada nos tipos de ferramentas que oferecem. “São ferramentas proprietárias, requerem o trabalho com outros parceiros, quantas pessoas precisam para operá-las, geram eficiência operacional ou melhoram o retorno em vendas?” Essas são algumas das perguntas que devem ser feitas, além da importância de se ter atenção com questões mais básicas, como experiência, portfólio, conhecimento sobre o segmento de mercado e conceitos de melhores práticas. E, claro, nunca esquecer de ter atenção se o propósito desse parceiro é lhe ajudar a internalizar os dados e a estrutura de operação ou mantê-lo como “refém”.

 

3. ENGAJE A OPERAÇÃO COMERCIAL

Nunca a área comercial de uma empresa esteve tão próxima dos canais digitais, enxergando o potencial desse segmento. Vale lembrar que os percentuais de vendas pelos modelos de e-commerce, que apesar do crescimento anual sempre ficaram abaixo dos 10% em relação ao total de vendas no varejo, mudaram por completo, tocando picos de 30%. Performances que evidenciam que os que conseguiram abocanhar mais dessa fatia foram os que já vinham preparando seus canais de vendas no universo digital ou os que conseguiram se adaptar rapidamente. A força de vendas se tornou totalmente engajada com a transformação digital. Então, a importância aqui é dar suporte com ferramentas e plataformas que permitam conectar com a nova experiência do cliente final, garantindo mais automação e precisão na gestão do relacionamento, como está ocorrendo com a venda via whatsapp. Importante lembrar, no entanto, que a tecnologia tem de ser considerada como meio, e não como fim nesse processo. Para isso, é fundamental esses profissionais terem uma visão omnichannel, para que saibam oferecer as melhores soluções, de acordo com as necessidades dos públicos-alvo das empresas e, dessa forma, melhor retorno do investimento.

 

4. PROMOVA UMA MENTALIDADE DATA SCIENCE

Claro que não é preciso todos entenderem de dados, algoritmos de inteligência artificial e programação numa empresa. Mas é necessário, porém, que todos os colaboradores tenham a certeza da importância deles para as organizações que querem se consolidar (e não somente no mundo digital). Os gestores precisam estar atentos de que ciência de dados não é apenas a “bala de prata” de um negócio. Não se trata apenas da área de Business Intelligence (BI), responsável por  detectar, visualizar e reagir com mais precisão; mas, de fato, de uma disciplina que deve  trazer ganhos em escala em  cada linha da operação, por meio do desenvolvimento de soluções ou contratação de tecnologias preparadas para esse momento. Ou seja, precisa estar inserida na cultura organizacional e ser entendida como uma mentalidade de todas as áreas. Assim, os processos de recrutamento e seleção também precisam ser “cirúrgicos” para identificar e treinar profissionais que podem se adequar a essa nova realidade.

 

5. INCENTIVE A CRIATIVIDADE NO NEGÓCIO

Automatizar processos tradicionais e repetitivos do marketing digital é libertar a criatividade, a inteligência estratégica e a mentalidade inovadora dos profissionais de empresas que se voltam de fato para a implementação da transformação digital. E isso precisa ser aplicado em todas as áreas da empresa. Com essa criatividade liberada, ela deve permear todos os processos do negócio em si. Para isso, é preciso que os gestores estejam abertos para opiniões do time e criem um ambiente participativo e colaborativo. Conceitos de Agile, Design Sprint, Squad podem ser grandes aliados para criar um ambiente participativo e colaborativo. Nesse contexto, a automação dos processos de marketing digital, por exemplo, contribui na produção e criação das soluções, uma vez que pode fornecer informações prévias (dados dos consumidores) e fazer a gestão da prática de ativação de campanhas e mensuração em test & learn.

 

Junto com a habilidade criativa e uma série de ferramentas digitais que garantem mais agilidade e precisão nas mensurações e análises de dados, a transformação digital pode ser o caminho mais curto e eficiente para marcas e empresas atenderem seus públicos-alvo com a melhor performance possível.

 

 

Marcos Saurin

Líder da Myntelligence no Brasil, multinacional de tecnologia com foco em marketing digital, proprietária da plataforma Adding, tecnologia pioneira no uso da inteligência artificial para automação e o uso mais estratégico da publicidade digital.

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