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“A propaganda morreu há muito tempo”

*Por Jonatas Abbott    Para mim, pelo menos. Eu tinha certeza de que ela de fato estava morta. Era o que pensava quando era pequeno. Me criei, desde criança, ouvindo que a propaganda é a alma do negócio. Desde essa época entendi, portanto, que a propaganda estava morta e sua alma agora fazia parte dos negócios. Talvez por isso estudei seis anos de propaganda na federal do RS. Mas fujo do assunto. Cresci e acabei aprendendo o que é uma metáfora. Mas no início desde século de fato tentaram matar a propaganda, literalmente. Lá por 2004 iniciou o movimento associativo das agências digitais no Brasil. Ele foi construído num ambiente de muita empolgação com a tecnologia avançando a passos largos numa velocidade maior que nossa capacidade de compreensão. Esse movimento pregava uma vitória das agências digitais sobre as “tradicionais”, como eram chamadas as agências de propaganda. Não havia maldade nesse pensamento, penso eu. Ele apenas parecia fazer muito sentido. Muitas coisas esquisitas faziam sentido naquela época. Ainda em 1998 assisti à minha primeira palestra sobre e-commerce e os dificílimos (ehehehe) conceitos B2B e B2C. O palestrante, um especialista, sentenciou: Os shoppings deixarão de existir em três ou cinco anos. Mas fujo do assunto. Voltando ao embate do século (ou do início do século) entre Digitais X Propaganda. A lógica é que jornal, TV, rádio, outdoor estavam fadados à morte iminente e com eles levariam o BV, a comissão, o modelo de negócios que enriquecera tantas estrelas da propaganda brasileira e mundial. Quase duas décadas depois a história, sempre implacável, conta algo diferente. De fato, mostra o óbvio, uma disputa completamente infundada. Dois lados de uma mesma moeda ou mercado. Dois setores que foram duramente castigados nesses 18 anos. De um lado o modelo de agência digital jamais “vingou”. Não raro cobrava-se por hora homem em projetos cada vez mais complexos. Muitas trabalharam a vida toda no vermelho e as que se destacaram acabaram vendidas para grandes grupos (grande ironia) da propaganda mundial. E com um grande suspiro de alívio. Para as agências de propaganda em geral, a mudança repentina e cada vez mais aguda de cenário com a entrada de dezenas, centenas de novas mídias como plataformas de streaming, e-mail marketing, redes sociais e etc. foi cruel. As agências de propaganda foram demasiadamente lentas em entender o que estava acontecendo e em passar a contratar e vender especialistas em digital. Mas, é claro, mais cedo ou mais tarde todo mundo aprende. As agências de propaganda sempre tiveram uma grande vantagem estratégica. Sempre tiveram assento na mesa do empresário enquanto muitas digitais não passavam do nível gerencial. Perto de fechar a segunda década do novo século, tudo ficou mais claro e óbvio. A comunicação é e sempre foi apenas uma. O grande valor está na criatividade, no conteúdo, no argumento, na redação. A tecnologia, desde o século 18, minto, desde os primórdios, sempre foi ferramenta. Sempre meio, e não fim nem origem. As agências digitais também se deram conta disso e passaram cada vez mais a investir em vender resultado e comunicação e terceirizar a “hora homem”. Sim, as agências digitais correram para serem mais parecidas com as agências tradicionais. As agências de propaganda fizeram o caminho inverso e hoje todas se parecem, finalmente e graças a deus. Ainda existem as agências de nicho, sempre existiram. Existem as ferramentas, as produtoras e o mercado finalmente passa a fazer sentido. Mas precisamos voltar à metáfora inicial e falar de novo da alma da propaganda. O destino pode ser cruel, mas também pode ser um debochado. Depois de todos esses anos de exercício futurístico, de discussões sobre o futuro da propaganda frente ao desafio de uma internet cauda longa, o que acontece? Para isso, é preciso fazer outra grande pergunta do final do século passado. Qual é o modelo de negócios da internet? Essa pergunta ou a falta de respostas a ela representou o grande estouro da bolha da internet em 2000. Os negócios eram tão deslumbrantes quanto falidos. Após o estouro da bolha e nesses 18 anos em que Google tirou o trono de Yahoo, Altavista e outros, em que Facebook, Instagram, YouTube e Twitter monopolizaram audiência, um novo/velho modelo se mostrou lucrativo. Vender anúncios, aumentar audiência, vender anúncios mais caros. Para assistir a um vídeo nos portais de notícia é necessário ver dois comerciais antes, no YouTube somos interrompidos por anúncios, como na pesquisa do Google e nos Stories do Instagram. De fato, as empresas viraram quase reféns das big techs para geração de leads. Sim, derradeira e ironicamente, a internet hoje é baseada em quê? PROPAGANDA. Para entender o meio, para ser um player, para gerar resultado para nossos clientes, para vender, precisamos todos entender de propaganda. De vídeos de 15s ou 30s, de banners com anúncios diminutos de alto impacto, de “publi”, da dinâmica do Facebook Business e dos anúncios no Google. Estamos no ano de 2022. Agências de comunicação fazem tudo e têm a mesma pauta. Ninguém ganhou uma briga que jamais existiu. Mas e a internet? Ela ganhou um motor, um centro, um núcleo. A propaganda é a alma do negócio. A propaganda, agora, é a alma da internet.       *Jonatas Abbott é sócio e diretor executivo da Dinamize, empresa que oferece softwares voltados para automação de marketing e e-mail marketing, que está há 20 anos no mercado de tecnologia. 

Fidelização de clientes na indústria de produtos para bebês

Mesmo na puericultura leve, em que os pais permanecem clientes majoritariamente nos três primeiros anos de vida dos filhos, é importante trabalhar na fidelização dos consumidores. Sempre é possível que a mãe opte por ter mais filhos, ou então se torne uma influenciadora entre amigas e familiares que peçam indicações de produtos para bebês. Na empresa onde atuo, a estratégia de fidelização passa por vários pontos de contato, desde a concepção dos itens, para torná-los os mais funcionais possíveis, até a excelência no serviço de pós-venda. Entendemos que, muito além dos produtos, é preciso oferecer conhecimento e conteúdo de qualidade, que sirvam de referência para o auxílio no acompanhamento gestacional da futura mãe e no desenvolvimento dos bebês ao longo dos anos. Para tanto, estamos inseridos na comunidade médica: promovemos, com profissionais de saúde de diversas áreas, encontros frequentes, em lives e eventos, que se transformam em materiais de apoio, chancelados por eles e à disposição de nossos consumidores em nossos canais de contato, para quaisquer dúvidas com relação aos nossos produtos. Outro ponto fundamental na nossa categoria é garantir, em todas as linhas de produtos, a qualidade e segurança. Isso também se reflete na nossa relação com os fornecedores de matérias-primas e os demais parceiros. Mesmo sabendo que essas questões impactam no preço e no mercado, o propósito da marca e o compromisso com o apoio ao desenvolvimento das crianças, têm de estar acima de tudo. Sendo assim, nossos consumidores investem em um produto não só de qualidade, mas também de extrema confiança. Um fato que atesta que todo o esforço da empresa nesse sentido é válido, são as diversas mães que compram nossos produtos sem, muitas vezes, conhecer todas as suas características e, ao incluí-los na rotina de suas famílias, se apaixonam por todos os detalhes ligados à funcionalidade, segurança e praticidade. Um produto autoesterilizável, por exemplo, garante mais tempo de qualidade para a mãe aproveitar com o bebê ou, até mesmo, finalizar outras atividades da rotina. Além de, é claro, proteger a criança de possíveis contaminações. Além de garantir que a experiência do consumidor, tanto no atendimento, quanto na utilização do produto, seja a melhor possível, é essencial que ele se identifique na comunicação feita pela marca. A representação é muito importante no momento da fidelização. Acreditamos e, portanto, falamos de forma bastante aberta e respeitosa sobre toda a pluralidade presente nas famílias brasileiras, como mães solo e casais homoafetivos, e oferecemos visibilidade e representatividade a todas elas, por meio de nossa comunicação e nossas ações. O trabalho de um produto de excelência para a puericultura leve deve nascer dessa sinergia entre indústria, família e saúde. Somente essa troca de conhecimento pode gerar produtos funcionais, inovadores, com design diferenciado e adequado para os bebês. No nosso caso, os itens passam por rígidos controles de qualidade. São mais de 40 tipos de testes para termos certeza de que oferecemos o melhor possível. Sabemos que a construção da confiança e a fidelização exigem estratégias de longo prazo, mas temos trabalhado assim há 45 anos, com a certeza de ter, cada vez mais, uma marca sólida no mercado. Com uma equipe de mais de 30 profissionais de saúde parceiros, adaptamos produtos, criamos outros e levamos informações aos nossos consumidores, de maneira coordenada e atualizada. Todas essas iniciativas, em conjunto, garantem um atendimento ao consumidor que vai muito além do produto oferecido e geram uma relação afetiva e duradoura, ainda que o item, em si, atenda à família por um período limitado.     Marcela Issa Diretora de Marketing e Vendas da MAM Baby Brasil.

O melhor de dois mundos (mesmo com a boa e velha arenga)

  Há alguns anos, circularam em Fortal City certos outdoors com uma intenção bem explícita de "cutucar" o marketing digital, aparentemente suscitando uma velha e infantil disputa entre o online e o impresso. Rancoroso que sou, decidi elaborar uma resposta. Ainda que somente imaginária – pois não dispunha de verba pra mandar fazer umas placas e colocar bem do lado daquelas só pra botar mais fogo no parquinho, me debrucei durante alguns dias em certas reflexões a respeito. Para situar sua memória: os títulos das peças mexiam com o imaginário de situações do tipo"apareceu seu anúncio online! ah, que pena, a bateria do celular descarregou". Ou em outras como "seu cliente clicou no anúncio, mas quem é ele mesmo? O @user_Z49#%?" O anunciante não se identificou, mas a assinatura da peça dizia "Sua marca na rua em 24h. Anuncie em outdoor." Engoli em seco e pensei bem: apesar de rancoroso, meu coração também é de um bom cearense, e é por isso que vou abraçar essa boa e velha "arenga". Sério mesmo, tem algo mais nosso do que essa palavra? Tem sim: nossa criatividade, resiliência e capacidade de responder na lata! Gosto de ver pelo lado positivo de que, em sua maioria, essas provocações estimulam a marca rival a revidar com algo ainda mais criativo. Inclusive desde meus tempos de redator, sempre fui fã declarado (e ainda sou) da Escola Americana de publicidade, onde essa arenga entre marcas é muito frequente, normal e até tida como saudável e esperada. Foi dela que saíram os textos e ideias das mais geniais e criativas que já vi, que entraram pra história e são case nas faculdades de publicidade até hoje. Assim, depois de pensar sobre os tais outdoors, comecei a elaborar mentalmente (lembre-se: sem verba pra produzir!) alguns revides com inúmeros argumentos para cada piadinha das placas, por exemplo: "Ok, meu cliente é o @user_Z49#%. Porém, te afirmo e provo com dados que ele tem os hábitos X, Y, Z e está navegando no meu site pela 8ª vez em 15 dias, já adicionou 3 produtos ao carrinho de compras e gasta em média R$ 300 por mês". Ou então "Ah, a bateria acabou? Sem problema: ele vai recarregar e no dia seguinte vai receber um anúncio de remarketing com um cupom de desconto pra voltar ao site e fechar outra compra". Desaforado que eu tava, pensei que se tivesse levado a batalha pro campo mesmo, poderia até ter assinado com o nome da minha agência e um singelo slogan em cearensês “inda vai, bichão?” Mas arengas e brincadeiras de lado, o que às vezes falta num entendimento geral é que Marketing Digital é um trabalho muito, mas MUITO complexo e, acima de tudo, SÉRIO. Envolve inúmeras habilidades, disciplinas que muitas vezes a gente nunca nem viu na faculdade ou em canto algum – e que acaba aprendendo na porrada e passando raiva mesmo – sendo também uma especialidade que infelizmente ainda remunera pouco no Brasil. Uma das razões talvez seja justamente porque nosso trabalho muitas vezes passa por "fácil", "invisível" ou "intangível" apenas por não estar ali no impresso ou poder ser tocado. É um trabalho tão complexo que, do contrário que muitas empresas e clientes ainda pensam hoje em dia, não se resume a só postar todo santo dia no Instagram ou com 27 emails disparados por semana pra Deus e o mundo. E pelo outro lado, eu tenho mais do que certeza de que o impresso e as mídias offline também são e sempre serão um trabalho sério, complexo, bonito e importante, sendo ferramenta poderosíssima por infinitas razões e benefícios indubitáveis. Quem mais tem a capacidade e o alcance de uma ação que prenda a atenção de milhões de espectadores na frente da TV no intervalo de um Super Bowl? Quem mais cativa a atenção a muitos metros de distância do que uma empena bem planejada, criativa e posicionada na imensa lateral de algum prédio? E por aí vai. A gente precisa realmente parar de pensar que on e off são totalmente distintos ou inimigos. Porque, num raciocínio bastante prático, para a cabeça do consumidor, eles são uma coisa só. A própria jornada do consumidor há tempos saiu daquele caminho retilíneo, cartesiano e previsível: hoje ela é muito mais complexa ainda e passeia caoticamente entre o mundo físico e o digital. No online, esse caminho está tão mais complexo que inclusive o próprio Facebook/Meta tem trabalhado em ferramentas inéditas que misturam aprendizado de máquina, análise preditiva, anonimização de dados e estatística avançada para poder trabalhar informações sobre o comportamento de usuários que possibilitem o uso em anúncios. Isso porque esses dados estão muito mais difíceis de serem obtidos por conta da atuação positiva da GDPR/LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Ou seja, a rede social e os anúncios vão muito além do que a gente imagina – vide o tal Metaverso. A empresa do tio Zuck (apesar de tantas polêmicas) tem investido seriamente na sua principal forma de capitalização, contratando times multidisciplinares e compartilhando experiências de diversas áreas do conhecimento. Tudo para entregar também aos profissionais de marketing digital e performance uma ferramenta cada vez melhor, que ajude em suas estratégias, para que a gente possa ser beneficiado na credibilidade do nosso trabalho. Pra aquecer o coração, aqui vai também uma reflexão atemporal: e se, em vez de só discutir, a gente unisse forças com o que ambas plataformas têm de melhor? E se a gente começasse a trabalhar junto e ganhar junto, e não só se cutucar feito dois abestados em plena luz do dia? Por quê a gente não une o melhor de dois mundos? Ambos sempre têm muito a aprender um com o outro. Evitar isso é pura birra de publicitário, esse bicho esquisito e admirável que não é naaada vaidoso… Sendo assim, sugiro fortemente que a gente sente pra estudar junto, se debruce na análise desses caminhos, troque experiências, ideias, estratégias e encontre soluções em comum, pois esses são apenas alguns dos motivos pra mostrar que não adianta ficar só se provocando pra medir quem é o mais bonitão das tapiocas. Como prova prática de que essa aparente soma de opostos é mais do que positiva, há anos já existem empresas que unem mobiliário urbano equipado com beacons (radares, sensores) que detectam se um cliente potencial tá próximo e aí disparam um anúncio daquela marca que tá ali na instalação (seja um outdoor, placa ou totem) e impacta com assertividade aquele cliente potencial. Muitas empresas já fazem isso no Brasil, e eu garanto que os resultados valem a pena e chegam pra ambos os lados. Provocação a gente revida com argumento, no "pei-bufu", sempre que possível. Mas também dá pra ser mais produtivo e se aproveitar dessa nossa "sabideza" pra propor ideias onde cada um ganhe o seu honestamente e faça com que, entre uma patada e um chamego, quem termine o dia sorrindo seja a pessoa mais importante nessa história toda: nosso cliente. P.S.: ah, pessoa daqueles outdoors: se você tiver esbarrado neste artigo, sem ressentimentos, tá? Bora tomar uma qualquer dia e falar da vida alheia, que eu dou mó valor! Quem sabe rola até uma campanha colaborativa pra gente se arengar de verdade e todo mundo ganhar uns trocados?   Sérgio Costa É Publicitário e Head de Criação e Inteligência Digital da Vinccolo Marketing. Redator por encanto, escolha e teimosia. Atualmente se dedica primariamente à Performance e Estratégia no Marketing Digital.

Não é só inbound marketing! Afinal, como fazer marketing para startup?

Nada contra o inbound marketing, pelo contrário. Começo deixando claro aqui que tenho total certeza de sua eficiência e sugiro que toda startup conheça como funciona e todo seu impacto. Então, o que vejo no mercado atual e por que alerto que nem tudo é inbound? Pela miopia de uma geração inteira de marketeiros que resumem o marketing a inbound. Pior, em um inbound feito pela metade. Afinal, todos querem receitas de bolo e fórmulas prontas para vender muito.     Se assim fosse, os livros clássicos de marketing não teriam mais de 700 páginas. Reforço que as estratégias de inbound marketing aplicadas de maneira completa têm chance de sucesso gigantesca. No entanto, muitos criam um blog e fazem uma régua automatizada de disparo de e-mails e chamam isso de inbound. Não, meu caro. Trata-se de uma estratégia muito mais complexa.    Alguns chamam o inbound marketing de “novo marketing”, por ser considerado um tipo de abordagem com permissão. É agregador e respeitoso, na visão do consumidor, pois considera o momento de compra durante a jornada. Conforme definição da Rock Content:     Inbound marketing é uma concepção do marketing focada em atrair, converter e encantar clientes. Possibilita a conexão com o público-alvo por meio dos pilares: marketing de conteúdo, SEO e estratégias em redes sociais.    Ok. Quase impossível pensar um marketing em 2022 sem contemplar o inbound marketing. Inclusive, sugiro que você e/ou seu time que cuida de vendas/marketing esteja muito afinado em relação às técnicas. Mas quais são os princípios básicos de um bom inbound? Não existe alguém bom em inbound marketing que não domine o básico: o marketing estratégico. Por isso, numa startup, sugiro uma aproximação do CEO com essa matéria de conhecimento. Melhor ainda se ele puder ser a autoridade da marca. A seguir, listei algumas dicas para um bom inbound marketing – ou melhor, para um bom marketing de startup. Anota aí!    ·         Entender seu segmento (escute, escute, escute… observe e pesquise).  ·         Dominar os diferenciais do seu produto/serviço frente ao mercado (que tal um cliente oculto? Coloque em sua rotina!).  ·         Conhecer as dores e os desejos (acompanhe as rotinas de seu segmento).  ·         Dominar a escrita para criar bons e-mails (visando avançar no funil de vendas), bons anúncios e bons headlines. Lembre-se de que os vídeos estão em alta e que não basta escrever para ser relevante.  ·         Engajar, educar, conscientizar e, claro, o verbo mais importante: vender.  ·         Automatizar e dominar as ferramentas, além de parametrizá-las bem para a gestão de seus leads.  ·         Ser orientado a números visando otimização (taxas de desempenho do site, taxas de conversão, taxas de visualização, ROI, entre outros aspectos).  ·         Manter um relacionamento próximo com o time comercial para realimentar o que está gerando melhores resultados e otimizar a comunicação.    Quem quer entrar no jogo precisa não apenas entender como gerar lead. Precisa aquecê-lo, gerando a dor e/ou desejo para que a venda aconteça de maneira fluida e realmente contemple uma jornada de compra, e não mais uma jornada de venda, com modelos obsoletos e forçados.    Não tenha um time comercial acomodado, que sempre espera que o lead perfeito chegue. O marketing gera o lead, aquece o lead, educa o lead, gera desejo no lead, deixa tudo pronto e a venda acontece quase sozinha. Que mundo exageradamente ideal, não é?     Mas estamos cientes de que a maioria dos cenários não é assim. O time comercial se manter ativo e prospectar ainda é algo que gera resultado. Outbound também gera resultados. Estratégias ABM também geram resultados. O SEO também gera resultados. Feiras e eventos presenciais ainda geram resultados. Assessoria de imprensa ainda gera resultados.   Então, jovens do marketing, respeitem métodos tradicionais e aprendam com os dois mundos. O desafio de muitas startups é entrar em um mundo novo onde ainda não existe um mercado estabelecido para gerar quantidade mínima de leads para construir uma máquina de vendas, somada ao trabalho do SDR e do inside sales. Entenda sua situação, lembre-se de que pode precisar de canais de vendas, que pode sair em campo, e que seu marketing não deve ficar apostando 100% das fichas 100% em inbound marketing, esquecendo de ser estratégico na construção de posicionamento, marca, vendas, produto e mercado.    Mesmo assim, volto para o alerta de que seu time pode estar fazendo o marketing inbound incompleto. Então, se você vai fazer seu próprio inbound ou contratar alguém que irá fazê-lo, fique atento aos pontos básicos (listados pela Rock Content) que o compõem e analise o que seu time já aplica.    ·         Marketing de Conteúdo: sua startup sabe gerar conteúdo que atrai, converte e encanta clientes e potenciais clientes? Existe estratégia baseada nas personas e houve pesquisa de palavras-chave? Você sabe dividir em topo, meio e fundo de funil?  ·         Site: se o blog “vende” o conteúdo, o site é que vende seu produto real. Seu site é pensado para os visitantes e leads? Pensou em como atrair e converter? Está otimizado? ·         Mídias Sociais: as mídias sociais geram autoridade e SEO (em caso das que possibilitam), devendo explorar o remarketing, além das campanhas pagas e orgânicas.  ·         SEO: o Google é a fonte mais usada pelas pessoas para pesquisar produtos e tirar dúvidas. O SEO faz com que seu site seja encontrado e consiga mais tráfego qualificado, além de diminuir seu custo em anúncios quando feito com foco na persona. Esteja atento a ele.    Para encerrar, segue uma dica do SaaStr: “concentre-se no que funciona e faça em dobro. Se você tiver leads, sufoque-os com vendas e amor. E se você tiver leads, concentre-se principalmente no inbound. Se você não tiver leads, talvez seja necessário começar com a saída de qualquer maneira”. Se você entende o seu valor, fica mais fácil testar opções. No entanto, lembre-se de que marketing exige domínio técnico. Segue uma dica para a construção de um bom SEO, segundo a Surfe Digital. 1.   Ter autoridade no assunto. 2.   Otimizar as páginas para que carreguem rapidamente. 3.   Utilizar palavras-chave bem avaliada. 4.   Utilizar conteúdo próprio. 5.   Ter páginas responsivas. 6.   Utilizar links internos e externos. 7.   Aplicar a escaneabilidade. 8.   Inserir URLs amigáveis.    Hoje o marketing precisa entender de personalização de comunicação, dominar estratégias de chatbot/WhatsApp e ter agilidade para retornar o lead e/ou cliente. Necessita também ter conhecimento sobre remarketing, transparecer autoridade usando redes sociais e gerar conteúdos multimídia. O marketing para startup deve ser experimental e empático. Deve seguir o princípio de MVP, sempre com cuidados de ROI e CAC, rastreabilidade e aprendizagem.    Encerro reforçando para que os times de marketing das startups não se acomodem, aprendam sempre mais e conheçam mais formas de gerar lead, visibilidade e posicionamento. Conheça a venda em Y, inbound, outbound, co-marketing, SEO e a importância do posicionamento. Mas, acima de tudo, conheça seu cliente e o que gera valor para ter o produto que realmente impacte positivamente sua startup.      Tatiana é CMO da Ahgora/Ahfin, pesquisadora da área de inovação e empatia, mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento, especialista em marketing e designer. Consultora e docente nas áreas de Inovação, Marketing e Endomarketing. Acredita que a empatia é a base da mudança.

Dia do Consumidor: Priorize a satisfação do cliente

A 7ª edição da pesquisa “Perfil do E-commerce Brasileiro”, realizada pelo PayPal Brasil em parceria com a BigDataCorp, aponta que existem quase 1,59 milhão de lojas online no país, número 22% superior ao registrado em 2020, quando o comércio digital cresceu 40%.   Com tantas lojas operando e disputando a atenção dos consumidores, oferecer diferenciais e, principalmente, uma experiência positiva a cada cliente pode ser fator decisivo para a longevidade da empresa no mercado.   Colocar o e-commerce para funcionar e investir em tecnologias para fazer com que as pessoas acessem a loja são medidas importantes, mas não são suficientes para garantir vendas e, menos ainda, para fidelizar o cliente. É preciso que as pessoas por trás do e-commerce trabalhem para garantir uma experiência satisfatória durante o processo de compra e que essa mesma satisfação aconteça com a entrega e após o recebimento do produto.   A partir do momento em que o cliente manifesta interesse pelo produto ou serviço ofertado, é preciso garantir que a compra aconteça de forma simples, rápida e eficaz. Uma distração no meio do processo ou o valor do frete muito alto pode levar à desistência da compra e, logo, deixar uma imagem, na visão do consumidor, pouco favorável à loja. Nessa hora, vale dispor de recursos simples, como um lembrete ao cliente de que ele esqueceu de finalizar o pedido e até oferecer incentivos como um percentual em cashback. Pode parecer pouco, mas se for feito da maneira correta traz resultados muito positivos.   Garanta, também, que a entrega ocorra de forma perfeita. Quando essa etapa é realizada por terceiros alguns imprevistos podem ocorrer. Nesses casos, é imprescindível assumir a responsabilidade e oferecer uma solução ao cliente para minimizar frustrações.   De maneira geral, busque estabelecer uma relação com o cliente. Avise sobre promoções relativas ao produto adquirido, indique itens complementares, ofereça um programa de fidelidade com retorno palpável, como um programa de cashback, que retorne valores em dinheiro e proporcione liberdade ao consumidor.   Prestar atenção aos detalhes e priorizar a experiência do cliente certamente farão bem ao seu negócio e ao próprio consumidor. Que tal investir nisso?   Felipe Rodrigues Especialista em e-commerce, fundador e CEO do Meu Dim Dim, plataforma de cashback 100% brasileira.

A importância da mulher na comunicação e no marketing

No mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, dentre tantas questões significativas para a data, ressalto a importância de profissionais que, assim como eu, atuam na comunicação e no marketing. É a representatividade sendo construída em contextos desafiadores como o que estamos vivendo, em que o ato de se comunicar exige cada vez mais clareza, transparência e atenção às demandas dos diferentes públicos de interesse, na pluralidade dos seus interesses e valores.   Um fato inquestionável é que muitas áreas do mercado de trabalho são ocupadas, em sua maioria, por homens. Gradualmente, vemos uma mudança nesse cenário, com mulheres chegando à alta gestão e sendo empreendedoras, abrindo suas próprias empresas. E, mais do que isso até: sendo reconhecidas como referências e especialistas nas áreas nas quais atuam.   Na comunicação e no marketing isso se torna muito significativo. Estar à frente da gestão significa pensar o relacionamento das marcas também sob a perspectiva feminina. E nós, mulheres, somos, além de tudo, um público importantíssimo. Há dados que apontam que 80% das mulheres respondem, a depender do segmento, pela decisão de consumo. Um percentual muito significativo e que interfere positivamente na construção do conteúdo das mensagens e, mais diretamente, na forma como as empresas se apresentam.   Enaltecer dados e contextos como esses é fundamental. Apesar de todos os desafios, fico feliz em perceber que, atualmente, com dedicação e trabalho árduo, muitas de nós vêm ocupando, cada vez mais, postos de relevância. Reflexo da nossa capacidade de seguir adiante, com a competência e a paixão que nos são características.     Rachel Jucá Gerente de Marketing do Colégio Christus Especializada em Marketing de Varejo e com atuação em diversos segmentos como eventos, indústria, varejo e comunicação.

Marketing Colaborativo: equilíbrio entre o pessoal interno e externo

Ter uma área de marketing, ou uma pessoa, responsável pelo marketing é essencial nos dias de hoje, independente do porte do negócio, do produto ou serviço que ele oferece. É bastante o número de empresas que perceberam a importância de ter um marketing bem planejado e executado, fato este percebido pelo aumento na procura de profissionais especialistas na área. Com isso, as empresas vêm fazendo um movimento de adequar-se ao novo cenário, mas não deixando de investir na área de marketing. O marketing colaborativo surge, como forma de manter o marketing competitivo e cada vez mais estratégico. O termo colaborativo vem sendo bastante disseminado e adaptado, principalmente nos últimos dois anos, no "novo normal", onde as empresas precisam equilibrar as contas, com redução de despesas e investimentos assertivos. Como o próprio nome já sugere, o marketing colaborativo, nesse contexto, é a colaboração entre a equipe de marketing da empresa com uma equipe ou um profissional de marketing do mercado. É a junção do marketing interno com o apoio de um profissional de marketing externo, ou seja, o modelo colaborativo traz um equilíbrio entre o pessoal interno e externo, sem necessariamente grandes investimentos. Este modelo de marketing traz inúmeras vantagens para as empresas, pois oferece uma oxigenação na equipe, com compartilhamento de conhecimento, ideias, insights, tarefas e maior eficiência na criação e execução de projetos. Possibilitando ainda, colaborações com o melhor de cada profissional, onde cada um contribui com projeto ou ação de marketing que proporciona novas perspectivas, possibilidades de inovação, crescimento e resultado sustentável para a empresa.     Liduina Azevedo MBA em Inteligência de Mercado - Saint Paul. Mestre em Administração e Controladoria - UFC Especialização em Gerência Executiva de Marketing - UFC Graduada em Biblioteconomia -UFC Com mais de 17 anos de experiência no Varejo de Supermercados, atuou na área de Gestão executiva de Marketing estratégico e operacional; com vasta experiência nas áreas Gestão e Relacionamento com cliente- CRM; Marketing comercial e Trade marketing. Atualmente atua como consultora de Marketing estratégico para supermercado.

A evolução da Netflix é uma aula de marketing

Com certeza você conhece a Netflix e o sucesso que essa companhia esbanja no mundo inteiro, correto? Em sete anos, a empresa expandiu seu negócio para 197 países. Apesar de parecer um curto período, a plataforma mereceu o sucesso adquirido graças a sua estratégia de marketing global, que inclusive pode ser utilizado para escalar seu negócio e torná-lo global também. Linha do Tempo da Netflix: 1997 – Nasce a Netflix na Califórnia como um sistema de vendas por correspondências, era possível encomendar filmes e games via internet e um motoboy entregava e buscava na sua casa. O pagamento era feito por título locado. 1998 – Amazon tenta comprar a Netflix e empresa recusa. Atualmente a Amazon é a grande concorrente da Netflix com o Amazon Prime Vídeo. 1999 – É implementada uma taxa fixa para o consumidor assistir quantos filmes desejar. 2000 – Netflix propõe ser comprada pela Blockbuster por USD50 milhões e Blockbuster recusa. Blockbuster vem a falir logo em seguida. 2003 – 1 milhão de assinantes americanos. 2007 – 1 bilhão de DVDs alugados. 2010 – Estreia internacional no 1º país: Canadá. 2011 – Se separa dos DVDs e foca apenas no streaming online. 05/09/2011 – Entra no Brasil. Atualmente a Netflix tem mais assinantes do que todas as plataformas de vídeo juntas, mesmo a Amazon possuindo grande parte do território asiático. Mas a que se deve esse sucesso?  Pensar globalmente e agir localmente. Em sete anos, a Netflix expandiu seu negócio para 197 países. Apesar de parecer um curto período, a plataforma mereceu o sucesso adquirido graças a sua estratégia de marketing global somado a visão global do seu fundador e CEO da Netflix, Reed Hasting, que foi capaz de tornar um produto capaz de atingir pessoas de diferentes partes do mundo e de diferentes perfis e também países que possuem diferentes leis, culturas, políticas e tecnologias. Estratégia de globalização  A globalização é o processo de aproximação entre diversas sociedades e nações, pode ser no âmbito social, econômico, cultural e político sendo que esse é um tema que  a Netflix entende bem. O sucesso no mundo se deu graças ao respeito pelas diferenças socioeconômicas e socioculturais de cada país e estratégias implementadas ao longo do tempo. A Netflix não quis dominar o mundo de um dia para o outro, ela agiu geograficamente, iniciando pelo Canadá, país mais próximo do Estados Unidos, com costumes semelhantes e mesmo idioma, fazendo diminuir o choque cultural que poderia acontecer caso a empresa decidisse entrar em um país asiático, por exemplo. Além disso, a empresa realiza fortes pesquisas de mercado antes de ingressar em um novo país, é muito cuidadosa com as ofertas de conteúdo que são analisadas de região por região e se limitam às restrições regulatórias de acordo com o país. Por exemplo: A Netflix lutou por alguns anos para conseguir se estabelecer na China, comprometendo-se diversas vezes em respeitar as leis e os regulamentos chineses, porém sem sucesso: o país preza por empresas orientais e despreza determinados conteúdos da plataforma, que ainda não é permitida na China. Para a Netflix não deixar de lucrar nesse nicho milionário, o conteúdo original é negociado para companhias de mídias locais e distribuídos por elas. Comunicação A plataforma também é muito cuidadosa com a comunicação com o consumidor, afinal o que é interessante para uma cultura, pode acabar afastando a outra. Exemplo: Xuxa apareceu em um comercial para promover a série "Stranger Things", Inês Brasil promoveu a série "Orange Is The New Black" e teve até a música "Cilada" do grupo de pagode Molejo para promover a série "You". Provavelmente se esses comerciais fossem transmitidos em outros países as pessoas ficariam sem entender nada... Por esse motivo a Netflix entrega para cada nação algo personalizado, para que cada usuário sinta que a plataforma corresponde com seus costumes e tradições. Inovação É outra característica marcante da Netflix. A plataforma nunca fica para trás e sempre entrega experiências novas aos seus usuários, o exemplo disso é o filme da série Black Mirror, em que o usuário pode interagir com cenas do filme em diversos momentos. A plataforma está sempre preocupada com avanços tecnológicos para aumentar a segurança e engajar ainda mais os usuários. A última notícia do streaming é o serviço de jogos por assinatura que inicialmente foi testado em países como Polônia, Itália e Espanha: a Netflix Games em breve estará disponível em todo o mundo. O profissional de marketing, assim como a Netflix, deve ter o dom da comunicação, saber debater com as mais diferentes nações de forma única e exclusiva, respeitar culturas, tradições e costumes, deve pensar globalmente e agir localmente de modo que consiga atingir o benefício mútuo entre os países envolvidos em cada negociação. Deve manter-se atualizado e inovando nas áreas de sua atuação com o objetivo de conquistar os envolvidos em cada operação. E, por fim, deve saber enfrentar as barreiras legais, tecnológicas, sociais e políticas sempre com aceitação e gentileza.   Kauana Benthien A. Pacheco  é formada em Negócios Internacionais e pós-graduanda em Big Data & Market Intelligence. É consultora de marketing para empresas de Comércio Exterior na ComexLand.

Em comunicação, não adianta parecer ESG, precisa ser ESG

Como jornalista, sempre acreditei no poder da informação. Como publicitária, no poder da narrativa. Quando me tornei profissional do terceiro setor, passei a encarar a comunicação como a principal ferramenta para um posicionamento. Muito mais do que informar ou contar histórias, uma boa comunicação educa, faz pensar, abre portas e raciocínios, inicia conversas e debates. Saber comunicar é expandir negócios, se posicionar, ocupar espaço, dar evidência. Pode ser encantar, elogiar, entreter. Mas pode ser denunciar, ferir e vociferar. Para marcas, nos últimos 20 anos, a comunicação vem se tornando cada vez mais estratégica e se alia ao marketing para promover reputação. De mero instrumento de informação sobre produtos e serviços, a comunicação passou a proporcionar construção de narrativas, instrumento de exposição de conceitos e posicionamento de marcas. Os tradicionais veículos de comunicação perderam espaço para as vozes pessoais de formadores de opinião, que com a tecnologia viraram blogueiros, que com as redes sociais se tornaram influencers. A comunicação suporta a opinião, o gosto e a escolha. Tudo isso muda o marketing, as estratégias de vendas e a forma como consumimos, julgamos e aprendemos. No mundo da influência conta mais quem fala diretamente, se posiciona e se mostra. Isso serve para pessoas e para empresas. Mas um fator é fundamental: a verdade! Nada vale mais do que a verdade exposta quando se trata de marcas. Valor intrínseco de empresas éticas, a verdade é sempre acompanhada de testemunhas, de exemplos e especialmente de alicerce. Contar uma história verdadeira é mostrar detalhes, e provocar que te sigam. Isso vale para o mundo ESG. Nunca se falou tanto da sigla que significa métricas de sustentabilidade e a comunicação das empresas nunca sofreu tanto para construir narrativas orientadas a elas. No mundo da comunicação ESG não basta fazer discurso, há de se provar diariamente que o que está sendo publicado tem fundamento interno. ESG é primeiro regulatório e depois autorregulamentação. É mergulho com profundidade no que é fundamental e obrigatório, para somente depois acrescer de ingredientes mais sofisticados, o que se quer mostrar. Empresas que entendem isso são, em sua essência, questionadoras e curiosas. Segundo os pilares do Capitalismo Consciente, uma empresa está alinhada com o conceito quando tem um propósito maior e é orientada para stakeholders. Ou seja, ela nasce entendendo a quem servir. Precisa buscar, depois, como e de qual forma o fazer. Esses dois pilares (além dos outros dois que temos no movimento: liderança consciente e cultura consciente) preparam uma empresa para a jornada ESG, pois demonstram que a empresa está olhando pra fora, para seu entorno, e entende que faz parte de um grande sistema. As práticas ESG vêm colaborar para estreitar esse pertencimento ao sistema e, portanto, a urgência em cuidar do coletivo. Para quem traduz todos os dias a narrativa da empresa em comunicação, precisa estar alinhado com esse raciocínio: colocar o propósito no centro e entender como ele é exercitado todos os dias. No ESG, as saídas de comunicação são inúmeras, mas precisam ser baseadas em verdade. Não há como construir narrativas sem alicerce. Nenhum discurso bonito substituirá o questionamento pelos resultados de curto, médio e longo prazo. A comunicação, por si só, não prova o engajamento da empresa. Mas a comunicação pode mostrá-lo com louvor. O limite está na verdade. Se não for verdade, você faz ESGwashing. Se for verdade, você traduzirá seu propósito. Simples assim.   Comunicando ESG na prática No G há um universo de informações e transparência a serem mostradas: de relatórios, passando por sites, discursos e materiais de conselho que podem ser apresentados. No S interno, políticas de inclusão, diversidade, espaço para cuidados e bem-estar internos, mentoria, comitês internos, grupos de estudo e intraempreendedorismo. Para o mundo externo, os projetos sociais, os projetos de marketing relacionados à causa, voluntariados e muito mais. O E é um universo de informações. É aqui que se fala de economia circular, projetos de compensação de carbono, economia verde e tudo o que demonstrar alinhamento com questões da biodiversidade. Comunicação ESG é uma narrativa de marca alinhada ao propósito e integridade na fala: o que se diz dentro, se repete fora. Coerência. Ouvi esses dias uma frase que repito aqui: uma empresa não deve seguir esta jornada por conveniência ou por exigências do compliance, e sim por concordância e essência. Afinal, em comunicação não adianta parecer ESG, precisa ser ESG.       Daniela Garcia Diretora de Operações do Instituto Capitalismo Consciente Brasil

Pré- requisito de segunda língua faz diferença no mercado da comunicação?

Prospect, lead, Inbound, Branding, Briefing e siglas como CTA, ROI, CMO e CMS são termos presentes e constantes no dia a dia de profissionais da comunicação. Por conta da rotina e convívio no circuito, acabam aprendendo e usando os termos, muitas vezes pronunciando erroneamente, mas ainda assim havendo comunicação. Nasce então os questionamentos: até que ponto o domínio do idioma pode influenciar e determinar as conquistas profissionais? Até onde NÃO falar inglês pode causar perda de oportunidades e impedir conquistas profissionais? A resposta é direta: O ponto é maior do que você imagina! Falar inglês é essencial no mercado atual. Se você deseja crescer profissionalmente e galgar novos cargos você PRECISA ter autonomia para se comunicar em inglês de forma necessária para o mercado em questão. Dito isso, entramos no debate de quão necessário é cursar 10 semestres de inglês e conquistar um certificado totalmente incompatível com a capacidade do aluno. Se você nos lê e pensa: “esse sou eu! Estou dentro desse grupo que começou várias vezes um curso de inglês, conclui, mas não me sinto apto a usar o idioma para conversar/argumentar/negociar.” Então, você faz parte da maioria dos brasileiros com pouco ou nenhum conhecimento no idioma. Um levantamento do British Council[1]  e do Data Popular mostra que 95% dos brasileiros não têm conhecimento do idioma, 1% demonstra fluência e o restante se encontra na categoria de pouco à médio conhecimento. Assim como o profissional da comunicação precisa identificar o perfil do cliente entre visual, cinestésico e auditivo; alunos Business de ESL (English as a Second Language) e de ESP (English for Specific Purposes) que precisam de inglês para o trabalho, podem ter resultados mais efetivos encontrando sua identidade de aprendizado, selecionando o melhor método junto ao curso e procurando aulas direcionadas para o vocabulário específico em questão. O mercado internacional, que no “novo normal” pós-pandemia, abriu portas e novas oportunidades de trabalho com o home office, vem sentindo a falta de profissionais que preencham suas vagas e demandas, tendo como pré-requisito o domínio técnico e o inglês. Muitos profissionais com currículo de brilhar os olhos e com uma experiência profissional incrível, vem ficando cada vez mais em segundo lugar por não falar inglês. Pode parecer bobagem e até arrogante, mas sim, English é o idioma oficial do mundo dos negócios em todas as suas vertentes. O profissional que domina o inglês, tem o poder de escolher onde trabalhar, ofertar seus serviços a diferentes países e multinacionais, assim como galgar posições mais altas de liderança. Como exemplo vivo, temos a história de sucesso de André, um profissional que estava em busca de uma nova colocação no mercado e no mesmo momento uma gigante multinacional chegou ao seu estado. Em uma primeira tentativa, ele foi brilhante no processo técnico da seleção. Até chegar às entrevistas em inglês. Nos primeiros 5 minutos a entrevista foi interrompida com muita educação mas com a declaração de que não haveria sentido seguir já que ele não conseguia se comunicar e, com o contato direto com a Matriz internacional, inglês seria essencial. Ele então nos buscou, se dedicou, intensificou os estudos focados em entrevista de emprego e na função que desejava. Um ano após esse episódio, viu a mesma vaga disponível. Ou seja, durante um ano a empresa encontrava dificuldades em encaixar um profissional com competência em todos os pré-requisitos da vaga. Com muita negociação, foi permitida sua participação novamente no processo seletivo, passou por 7 turnos de entrevistas em inglês e hoje, contratado pela multinacional, é o gerente do Estado com autonomia para reuniões semanais com a liderança internacional. Se sua meta é crescer no mercado de comunicação, coloque nas suas New Year 's resolutions aprender inglês direcionado da forma mais efetiva possível e abra as portas para as novas oportunidades.     Isadora Alves de Azevêdo Graduada pela Universidade Federal do Ceará no curso de Letras - Português/Inglês Titulada internacionalmente pelo Cambridge Institute - TKT - Teaching Knowledge Test - uma certificação Cambridge para professores de Ensino de inglês como segunda língua - FCE - First - certificação Cambridge de nível avançado, tirada em Dublin/Ireland. Titulada pelo ETS: - Título: Toefl MBA em gestão de projetos e liderança - em andamento Mais de 15 anos de sala de aula e coordenação de curso de idiomas, expertise em preparação para provas de proficiência, preparação de professores para o mercado de trabalho, treinamento em didática e classroom management, preparação de profissionais no Inglês Business e para entrevistas de emprego, preparatório de alunos que estão em processo migratório, inglês acadêmico para mestrado/doutorado e afins. Desde 2017, empreende no ramo de cursos específicos de inglês Business, fundando e dirigindo a Pisandelli Language School.   [1] Fonte: https://oglobo.globo.com/economia/emprego/voce-realmente-fala-bem-em-ingles-ou-so-embromation-235775 52#:~:text=Dados%20do%20instituto%20cultural%20British,um%20ranking%20de%2070%20pa%C3%ADs.

Branding é um resultado

Nem o começo, muito menos o fim, mas sim um resultado. Você quer ser uma marca premium? Ou quer vender mais por menos? Quer ser reconhecido por sua tecnologia? Ou por sua eficiência operacional? Pois é através da combinação de várias ferramentas que uma marca se torna estratégica, passando a realmente representar algo para seus clientes. Para isso, ela precisa se posicionar, ser uma marca sólida, saber o que quer e o que não quer ser, dentre outras coisas mais. E são as diversas frentes em conjunto que constroem essa solidez.   "Marca é a intuição de um cliente sobre um produto, serviço ou empresa. É o que fica em suas mentes, em seus corações. Marca é reputação." ― Marty Neumeier   Branding não é só o seu símbolo ou seu melhor produto. Nem mesmo é uma promessa que você faz e emoldura na parede do escritório. A sua marca é um mundo de possibilidades. Quando falamos sobre produtos e/ou serviços, ela está em seu portfólio, no design escolhido, no seu território visual, nas palavras que você usa para descrever seus diferenciais. Ela envolve a cultura da sua empresa, o jeito como você negocia com clientes, parceiros e fornecedores, a forma como você recebe seus novos colaboradores e retém os que já estão dentro de casa. Está no seu dia a dia como líder, nas tomadas de decisões focando no que é relevante, pois praticamente todos os seus colaboradores estão fazendo algo por sua marca. E a lista não tem fim se começarmos a falar sobre comunicação, vendas, site, redes sociais, centrais de atendimento, etc. Tudo isso (e muito mais) entra na conta. Branding é o resultado de tudo isso, então o ideal é estar tudo em uma mesma direção.   É necessário entender e acompanhar como essas frentes afetam a sua reputação, o que está ficando dentro da cabeça dos seus clientes sobre sua marca, quais sensações, experiências e reações tem gerado neles, para assim medir resultados e atingir sua visão.   Por onde começar? Focar apenas nos diferenciais do seu produto ou em uma comunicação bonita e criativa, deixa sua visão restrita. Os guias de marcas (brandbooks, manuais, guides, stylescape...) se dizem um entregável tangível de branding, mas se ele não sair de dentro da sua gaveta, não vai valer a pena o investimento. Eles são importantes? Sim. E irão levar sua palavra para toda a empresa e para seus parceiros. Mas o que nem todos sabem é que o segredo está em você saber como se chegou nele e como utilizar o que ali está.   "O cerne de uma estratégia contém três elementos: um diagnóstico, uma política de orientação e uma ação coerente." ― Good Strategy/Bad Strategy: The Difference and Why It Matters. (Richard Rumelt)   O seu posicionamento será a base para a construção da sua estratégia. Você precisa focar em seu cliente e no mercado onde está inserido. Entenda sobre o que faz o coração do seu cliente bater mais forte, quais são seus hábitos de compra, que tipo de comportamentos e estilo de vida ele tem. Saiba quem são seus concorrentes, como se definem e o que dizem ser seus diferenciais. Defina sua bandeira, o mercado onde ela poderá ser levantada (onde você tem chances de sucesso) e se posicione.   É a partir do seu posicionamento que você conseguirá criar uma personalidade guiada por pilares, por afinidade emocional com as pessoas. Não deixe de lado as pessoas que estão ao seu lado, dentro da sua empresa. O que vai para fora precisa ser um reflexo do que está dentro, precisa ser verdadeiro.   Qual o resultado tangível de tudo isso? Marcas só existem para transformar a vida do consumidor em algo melhor. Não existe fórmula mágica para fazer branding e muito menos uma só maneira de medir seus resultados. Assim como é necessário atuar em várias frentes para sua construção, você também terá diversas frentes para sentir e mensurar os impactos de uma marca estratégica.   Redes sociais (menções, engajamento), buscas no Google, brand tracking e pesquisas NPS são algumas formas (caras e/ou insuficientes) de acompanhar o seu resultado.. Entretanto, a melhor opção ainda é conversar com seu consumidor com recorrência, estar próximo dele, entender pontos que são mais relevantes para a sua marca e acompanhar de perto. Esteja sempre atualizado sobre o mercado em que você está inserido e questione tudo o que acontece na vida do seu consumidor. É de lá que sairão os melhores insights e indicadores que você deve utilizar. Assim você consegue criar e manter sua marca com uma estratégia sólida, única, do jeitinho que só ela pode ser, dando consistência ao seu posicionamento, falando sempre a mesma coisa, mas sem ser repetitivo, apenas falando o que seu público quer / espera de você.   Reposicionamento: a sua hora vai chegar Um posicionamento não precisa ser algo de longo prazo. Não tenha dúvidas, em algum momento vai chegar a vontade ou necessidade de expandir sua empresa, seu portfólio, sua área de atuação ou rever seu público. Então será um momento de se reposicionar.   Seus clientes mudaram de comportamento? Seus concorrentes estão se movimentando? A jornada de compra não é mais a mesma? Volte para a sua estratégia, analise os seus pilares e reveja o que for necessário. Qualquer mudança de cenário pede um reposicionamento. E "tá tudo bem".   O posicionamento será sempre o seu guia, a sua estratégia para garantir que sua marca continue relevante e verdadeira para seu público. É através dele que você conseguirá gerar consistência, intimidade e vínculo com seu público, fazendo seus consumidores ficarem apaixonados e você atingir sua visão.   Se é resultado que você quer, aposte em uma marca com estratégia.   Alice Studart Há mais de 15 anos no mercado, já trabalhou com marketing de empresas nacionais e em agências de publicidade e branding, acompanhando projetos multidisciplinares e construindo comunicação através de conteúdo relevante. Além de empreender, já fez parte do marketing da Adtalem Educacional do Brasil, focada na gestão da marca Ibmec, e foi responsável por todo o portfólio de marcas Beach Park Entretenimento. Áreas de atuação: estratégia e planejamento de marcas, pesquisa de mercado, campanhas ON e OFF, eventos, criação de novos negócios, social media, performance digital e produção de conteúdo.  

Chega de crise!!! Vamos tirar os planos da gaveta

Meu filho mais velho é velejador profissional e me ensinou que não se pode tentar “resolver” a tempestade no mar, é preciso reunir todas as forças para atravessar! Esta frase me ajudou a atravessar estes 2 anos de pandemia, uma das maiores crises que o mundo já viu. Foi maior que a crise da quebra da bolsa de Nova York em 1929 e talvez até que a segunda guerra mundial! Não é vergonha para empresa nenhuma ter passado por dificuldades e até mesmo ter entrado em recuperação judicial, uma crise assim acerta todo mundo indistintamente especialmente com o Lockdown que paralisou muitas atividades econômicas. Mas assim como a tempestade no mar, estamos atravessando... Agora é hora de continuar, de aproveitar a onda de retomada que estamos vivendo e tirar nossos planos da gaveta. Eu diria até que é melhor refazer nossos planos de acordo com as novas circunstâncias para poder aproveitar realmente o que este novo cenário de possível pós pandemia nos oferece. Em primeiro lugar, todo plano que se preza deve considerar pelo menos estes três pontos: 1- Manter, 2- Ampliar e 3- Conquistar. Manter os clientes atuais! Quem sustenta a empresa são os clientes que ela tem, não os que ainda vai conquistar. Portanto, a primeira pergunta a ser feita é: O que vamos fazer para reforçar nossos laços com os clientes que temos. Quais são as ações que vamos empreender neste sentido. Os mestres do Marketing Al Ries e Jack Trout nos ensinam que: “A maior oportunidade de negócios de uma empresa está nos clientes que ela já tem”. Precisamos avaliar com muita atenção como podemos ajudar nossos clientes a se recuperarem e a prosperarem, precisamos pensar como nosso trabalho contribui para o sucesso deles e o que podemos propor neste sentido. O primeiro passo é tentar conhecer os objetivos dos nossos clientes para que possamos nos colocar o foco nos clientes, mas nos colocar ao lado deles e olhar na mesma direção em que eles estão olhando. Temos que oferecer a nossos clientes novos serviços, produtos, ideias, enfim, precisamos ser proativos e não ficar apenas esperando o que eles vão nos pedir. Pro-atividade é a palavra do ano 2022!!!! E em terceiro lugar, temos que conquistar novos clientes, novas oportunidades e novos espaços no mercado, precisamos ampliar os negócios para que a empresa evolua. O e-commerce é um território que já vinha sendo aberto e que explodiu na pandemia. Nenhuma empresa pode mais negligenciar uma presença forte no mundo digital e isso abre muitas oportunidades em todos os segmentos. Gostaria de oferecer aqui algumas ideias e sugestões baseadas na experiência que obtivemos nas palestras, workshops e visitas que fizemos com em gráficas e indústrias de embalagem no Brasil e na América Latina. Uma ação fundamental e que faz realmente diferença nestes três pontos do planejamento mencionados acima é o “estudo de campo”. Os fornecedores de embalagem precisam estudar regularmente o local onde as embalagens que elas fornecem a seus clientes se encontram com aquele que vai julgar e escolher entre os produtos concorrentes. É preciso saber com segurança se as embalagens que ela está fornecendo são melhores, iguais ou piores que as embalagens dos concorrentes e precisa alertar seu cliente caso suas embalagens estejam em desvantagem na competição. Apresentar sugestões de melhorias baseadas em fatos e exemplos encontrados nas gôndolas é uma forma eficaz de ajudar os clientes a serem mais competitivos e evitar que suas embalagens sejam inferiores às embalagens de seus concorrentes. Outra ação que tem se revelado muito eficiente é a confecção de KITs. Já falei sobre isso e vou repetir. Todas as embalagens de todos os materiais tentam participar do maior número possível de categorias, mas existem limitações que impedem sua participação de algumas delas em categorias específicas. Os KITs permitem que as embalagens de todos os tipos participem de categorias onde elas individualmente não participariam naturalmente. Por exemplo, normalmente não se pode embalar xampu, azeite e produtos líquidos em embalagens de papel comum, mas podemos embalar dois frascos de xampu e embalagens de todos os tipos combinadas em Kits fazendo com que o papel cartão ao embalar estes produtos, participe assim de categorias onde ele não participaria. Assim como os KIT,s, as embalagens promocionais, edições comemorativas e limitadas, séries especiais e do calendário promocional (2022 tem copa do mundo) são oportunidades a serem exploradas. Olhar para as pequenas empresas que constituem um oceano azul para quem se dispõe a atendê-las com tiragens menores, adequadas às suas necessidades é uma grande oportunidade de criar startups e outras modalidades de atendimento para pequenas tiragens. E finalmente, não podemos ignorar o poder e a força da internet no novo cenário competitivo. As vendas online representam uma oportunidade de ampliar os negócios para todos os mais de cinco mil e setecentos municípios brasileiros. Vale a pena conversar com especialistas e estudar de verdade este assunto pois as vendas online estão criando empresas e competidores que antes não existiam e não devem ser ignorados.   Fabio Mestriner Designer, Professor e Escritor Professor Coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem ESPM Autor dos livros: Design de Embalagem Curso Avançado, Gestão Estratégica de Embalagem e Inovação na Embalagem – Método Prático.  

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